A Turner Broadcasting, que opera o canal CNN, anunciou que reduzirá em 10% o número de funcionários nas próximas duas semanas. O número representa cerca de 1.475 demissões, das quais 300 integram a emissora jornalística.
De acordo com a EFE, a empresa conta atualmente com 14 mil funcionários, sendo 3.500 da CNN Worldwide. A medida diminui em 8,5% sua força de trabalho na tentativa de cumprir um plano de seis anos para economizar e concentrar novos investimentos. A Turner opera ainda os canais a cabo TNT, TBS e Cartoon Network, que também terão cortes, embora não se saiba o número exato.
As demissões afetam todos os setores da companhia: notícias, entretenimento, infantil, adolescentes, esportes e negócios. Além disso, tarefas corporativas em 18 centros serão reduzidas. A empresa enviou comunicado aos empregados por meio de seu chefe-executivo John Martin. Segundo ele, dois terços dos demitidos (975) afetarão os escritórios de Atlanta que, apesar da medida, serão "a maior base de empregados da companhia".
Sindicato tomou conhecimento que a emissora estaria realizando o pagamento retroativo de forma parcial.
O Sindicato apresenta facilidades para estimular a categoria a se sindicalizar e a regularizar a situação dos filiados inadimplentes.
Alana Rodrigues*
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP) e a Associação de Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Estado de São Paulo (Arfoc-SP) vão se reunir às 20h30 desta segunda-feira (6/10) para organizar o ato público de repúdio contra a decisão judicial que culpou o fotógrafo Alex Silveira por ter seu olho perfurado por um tiro de bala de borracha disparado pela Tropa de Choque da PM durante uma manifestação em 2000.
As entidades trabalham na campanha "Somos Todos Piratas" desde a condenação do profissional. Em protesto pela medida, os jornalistas de São Paulo podem ir um dia ao trabalho usando o tapa-olho. A medida visa reverter a decisão dos desembargadores Vicente de Abreu Amadei e Sérgio Godoy Rodrigues de Aguiar e do juiz Maurício Fiorito.
À IMPRENSA, Fausto Salvadori, colaborador da Ponte, que também participa do evento, disse que a ideia é debater as diretrizes da manifestação que, a princípio, deve começar na Avenida Paulista, onde Alex Silveira foi baleado e seguir pela Consolação até a Praça Roosevelt, próximo onde o também fotógrafo Sérgio Silva foi baleado.
"A mobilização não pode ser apenas pela internet. Um ato físico é essencial para demonstrar essa insatisfação com a decisão que ameaça não só os jornalistas como qualquer pessoa que esteja num protesto", pondera.
De acordo com Salvadori, o ato está previsto para ser realizado na semana que vem. A data exata deve ser definida durante a reunião desta segunda. O repórter destaca que os organizadores temem que se o caso não for corrigido na Justiça, sirva como padrão da forma como o judiciário pode encarar questões envolvendo profissionais de imprensa no futuro. "A decisão dificulta o exercício do jornalismo. Não existe cobertura segura. De alguma maneira você está correndo risco", reitera.
O caso
No dia 18 de maio de 2000, Alexandre Silveira acompanhava uma manifestação do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo (Apoesp), na avenida Paulista (SP), quando a Tropa de Choque da PM usou bombas de gás e bala de borracha contra os manifestantes. O fotógrafo foi atingido no olho esquerdo, perdendo a visão. O desembargador Vicente de Abreu Amadei, da 2ª Câmara Extraordinário de Direito Público do TJ-SP, entendeu que Silveira era culpado pelo acidente, pois, apesar de exercer sua profissão, não deixou o local ao se deparar com o confronto entre manifestantes e a Polícia Militar. O profissional recorrerá da decisão ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ao Supremo Tribunal Federal (STF).
* Com supervisão de Vanessa Gonçalves.