O Sindicato dos Jornalistas do DF oficiou o Ministério Público do Trabalho para realizar audiência acerca de possíveis alternativas frente à implantação do intervalo intrajornada na Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Um dos objetivo é verificar se há possibilidade de adaptação desta garantia da Consolidação das Leis do Trabalho a situações relativas às atividades de comunicação. A consulta foi demanda apresentada por trabalhadores aprovada em assembleia realizada no dia 15 de setembro.
No ofício, a entidade argumenta que "as atividades jornalísticas e de produção audiovisual envolvem um conjunto de especificidades, como a diferenciação em turnos na manhã e na tarde. Em razão disso, continua o texto, "a implantação do intervalo traz uma série de complexidades para o desempenho das atividades de comunicação. Estas complexidades ensejaram questionamentos por parte dos trabalhadores quanto a possíveis alternativas para dar conta das demandas de trabalho e manter, ou não, esta exigência da Consolidação das Leis do Trabalho".
Práticas antissindicais.
Práticas antissindicais
A audiência com representante do MPT também será aproveitada para discutir o ascenso das práticas antissindicais dentro da empresa. Dossiê produzido por sindicatos e pela Comissão de Empregados registra diversos casos neste sentido, que vão do veto à participação de dirigentes sindicais em atividades de trabalhadores à convocação de integrantes da Comissão de Empregados para depoimento na Comissão de Ética em razão da sua atuação em defesa dos trabalhadores. Entre essas ações também esteve campanha de desqualificação das entidades representativas dos trabalhadores e de suas lideranças no processo de implantação do intervalo intrajornada.
O SJPDF se manifestou junto com outras entidades (veja aqui) condenando a ofensiva de desinformação na chamada "rádio corredor" operada por muitos chefes. Um dos exemplos é o uso da ação judicial do coordenador-geral da entidade, Jonas Valente, como motivo da adoção do intervalo intrajornada. O Sindicato repudia essa campanha por parte dos gestores e a particularização feita, bem como a recente iniciativa de distribuição de cópias do referido processo entre empregados para buscar desqualificar o dirigente.