Quer expandir suas técnicas de jornalismo, assumir uma nova editoria ou receber reconhecimento por seu trabalho? Confira estes promissores cursos, bolsas e concursos com prazos em dezembro. 

Bolsas John S. Knight de Jornalismo: Prazo final - 1° de dezembro

O programa John S. Knight Journalism Fellowships seleciona 20 bolsistas – 12 americanos e 8 estrangeiros – para passar um ano acadêmico na Universidade Stanford, pesquisando um desafio do jornalismo e potenciais soluções. O programa de 10 meses oferece  US$65.000, além casa, creche para filhos, seguro de saúde e o gasto com a mudança. Clique aqui para mais informação.

Programa de Residência Rockefeller Bellagio: Prazo final - 1° de dezembro

O programa Bellagio, patrocinado pela Rockefeller Foundation, dá a oportunidade de estabelecer novas conexões e solucionar problemas mundiais complexos. A duração é de duas a quatro semanas. Os bolsistas recebem acomodação e refeições. Clique aqui para mais informação.

Bolsa Nieman-Berkman: Prazo final - 1° de dezembro

A Nieman Foundation for Journalism e o Berkman Center for Internet & Society vão hospedar um bolsista durante o ano acadêmico para realizar um projeto de pesquisa em inovação no jornalismo. Jornalistas que trabalham para veículos de notícias em uma posição de negócio, tecnologia ou liderança podem se inscrever. Clique aqui para mais informação.

Estágios de Jornalismo Global Thomson Reuters: Prazo final - 1° de dezembro

O programa de estágio de jornalismo global Thomson Reuters busca estagiários para seus escritórios em Pequim, Hong Kong, Londres, Cidade do México, Nova York, São Paulo, Cingapura, Tóquio, Toronto e Washington. Dependendo do local, o estágio vai durar de seis a 10 semanas. Clique aqui para mais informação.

Bolsa CUNY de jornalismo de negócios: Prazo final - 4 de dezembro

McGraw Center for Business Journalism na Pós-Graduação de Jornalismo da City University of New York organiza um programa de bolsas para apoiar a cobertura detalhada sobre negócios e economia global. A bolsa oferece suporte editorial e financeiro para jornalistas que precisam de tempo e recursos para se dedicarem a matérias complexas e demoradas. Os bolsistas recebem US$5.000 por mês por três meses. Clique aqui para mais informação. 

Bolsa da National Press Foundation: Prazo final - 16 de dezembro

A National Press Foundation oferece 20 bolsas para jornalistas viajarem a uma conferência sobre saúde em Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos. O programa de sete dias vai se concentrar no impacto global do tabaco na saúde. A bolsa cobre o registro de conferência, viagem,  hotel e despesas diárias. Clique aqui para mais informação.

Fundo de Democracia das Nações Unidas: Prazo final - 31 de dezembro

Fundo das Nações Unidas para Democracia (UNDEF, em inglês) convida organizações da sociedade civil a concorrer ao financiamento de projetos para avançar e apoiar a democracia. Subvenções a projetos variam entre US$100.000 e US$300.000. Clique aqui para mais informação.

Imagem principal sob licença CC no Flickr via Scott Robinson 

Fonte: Rede de Jornalistas Internacionais

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Escrito por: Cecília Bizerra
Fonte: Carta Capital

Mais um 20 de novembro e seguimos em resistência, seguimos em urgente e necessária luta. Porque os estigmas, estereótipos e representações sobre o feminino negro nos mais diversos espaços, sobretudo na mídia, se repetem, se atualizam e se recriam. Não só em termos de conteúdo, mas também de apresentação e articulação, encontrando ressonância, inclusive, entre os nossos parceiros de militância, como aconteceu recentemente com o deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ).

O deputado Jean recebeu críticas de quem luta contra a estereotipação do corpo da mulher negra. O parlamentar concordou com a representação cultural que continua a colocar os corpos femininos negros num lugar de hiperssexualização e subalternidade. Ignorou as denúncias de diversas organizações de mulheres negras em relação ao programa "Sexo e as Negas”, ao defender a produção que contribui para reforçar os estereótipos e lugares de subalternidade que nos inferiorizam e nos afastam do que é intelectual e pensante.

Justamente por considerar o deputado Jean um parceiro, pois é um dos poucos que enfrenta o conservadorismo no Congresso Nacional, que é preciso cobrar a coerência e imediata retratação. De forma solidária, mas também incisiva, porque a população negra, as mulheres negras já foram silenciadas e violentadas demais. Queremos inclusão e visibilidade, mas não de forma subalterna ou estereotipada. Não mais, nunca mais. É preciso o respeito ao fato de que o protagonismo na luta e o poder de determinar o que nos agride ou não serão sempre nossos, do povo negro.

A hipersexualização das mulheres negras na mídia brasileira nos leva à discussão sobre a sub-representação, a invisibilidade e a representação distorcida da população negra em geral na mídia, que, por sua vez, nos leva a uma discussão também muito urgente: a revisão do marco regulatório das comunicações, a partir da ausência de pluralidade e diversidade na mídia, que esvazia a dimensão pública dos meios de comunicação.

Um novo marco regulatório que garanta o direito à comunicação a todos e todas, ampliando a liberdade de expressão, a diversidade e pluralidade na televisão na mídia, é urgente para que esse setor se torne um ambiente realmente democrático. Como propõe o Projeto de Lei Iniciativa Popular da Mídia Democrática (Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação-FNDC, 2012), esta nova legislação deve “promover a pluralidade de ideias e opiniões; fomentar a cultura nacional, a diversidade regional, étnico-racial, de gênero, classe social, etária e de orientação sexual; garantir os direitos dos usuários”, entre outros princípios.

Nesse contexto de baixa representação e estigmatização da população negra brasileira, uma certeza permanece: o racismo se mantém no espaço midiático, atualizando-se, reinventando-se, e reaparecendo sob os mais diversos modos, estilos, contextos e títulos. Hoje, “O Sexo e as Nega”. Amanhã, o que será? Não sabemos. Sabemos apenas que não vamos mais permitir que nos calem ou nos violentem. Nunca mais. Seguimos em resistência e, se for preciso, lutaremos por vários anos, por mais alguns novembros.

Palmares vive. Não nos calaremos.

*Cecília Bizerra é jornalista, militante da Irmandade Pretas Candangas e integrante do Coletivo Intervozes. Com colaboração de Daniela Luciana, jornalista e militante da Irmandade Pretas Candangas.
 

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Até o momento, o SJPDF não registrou qualquer resposta do SBT Brasília às cobranças anteriores realizadas pela entidade.

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Em reunião com a empresa, entidade também dirimiu dúvidas da empresa sobre a Convenção Coletiva de Trabalho.

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