Nesta quinta-feira (8/8), o Lance! e Lance!Net abriram as inscrições para a décima edição do programa "Craque do Futuro", válido para estudantes de jornalismo ou rádio e TV de todo o Brasil.
O programa tem duração até janeiro de 2014. Para participar basta produzir textos ou notas e vídeo (este é opcional) sobre até três clubes de futebol, vôlei, futsal ou basquete do país. A equipe do Lance! selecionará de um a três candidatos para a cobertura de um clube ou região.
Os três participantes que tiverem melhor desempenho ao final do programa serão premiados com uma visita a uma das redações do Lance! (São Paulo ou Rio de Janeiro), onde acompanharão as reuniões de pauta e o fechamento, além de participarem da cobertura de clubes e/ou eventos esportivos, durante uma semana, com todas as despesas pagas.
Os melhores de cada mês ainda ganharão prêmios de maior produtividade, melhor matéria, melhor vídeo. Estudantes de Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife e Salvador podem ainda participar do programa “Craque na Copa”, onde deverão produzir conteúdos relacionados à organização da Copa de 2014, no Brasil. Haverá premiação mensal para o destaque do mês e o vencedor, assim como no Programa Craque do Futuro, também será premiado com uma semana na redação.
Alguns participantes de edições anteriores trabalham atualmente nas redações do Lance!, como é o caso de Alexandre Araújo, repórter do núcleo Flamengo. “Participei do Craque do Futuro em 2009, com a cobertura do Duque de Caxias. Esse foi meu primeiro contato com o jornalismo e foi um grande aprendizado, uma vez que você é o repórter, fotógrafo, pauteiro e tudo mais. Após o fim do programa virei estagiário e há pouco mais de um ano sou contratado. Em todo este período, tive uma rápida passagem pelo Núcleo Botafogo, ajudei na cobertura do Grupo A da Copa do Mundo 2010 e cobri o Vasco”, afirma.
Mais um caso de abuso de autoridade contra profissionais da imprensa foi registrado nessa quarta-feira, 7, em Belo Horizonte. O repórter fotográfico João Miranda, do jornal Estado de Minas, foi detido após registrar imagens da fachada da Superintendência Administrativa de Transporte da Polícia Civil, sob a alegação de que estaria invadindo a área de segurança.
O fotógrafo relatou que estava cobrindo as manifestações na Câmara dos Vereadores, a cerca de 100 metros da unidade da Polícia Civil, quando percebeu a movimentação de muitas viaturas. “Resolvi fazer uns cliques. Mesmo estando afastado, fui abordado pelo chefe de departamento de transporte da Polícia Civil, Architon Zadra Filho. Ele agiu com truculência, puxou meu braço e me encaminhou para delegacia”, conta ao Comunique-se.
Por quase uma hora, Miranda foi observado por outro policial em uma sala da delegacia. “Tentei argumentar com ele, mas foi impossível. Ele não pediu minha identificação, não perguntou para qual veículo trabalhava, nada. Apenas me colocou sentado e mandou que deixasse meu equipamento na mesa”, diz.
A repórter Alessandra Mello, da editoria de política do jornal, presenciou o momento da detenção e entrou em contato com o veículo. Segundo Miranda, a liberação só aconteceu após telefonemas de superiores. Impedido de trabalhar, ele buscará seus direitos. “Vou registrar a ação na corregedoria. Estou estudando com meu advogado as medidas que devo tomar”.
Em nota, a Polícia Civil afirmou que o delegado Architon Zadra Filho deverá prestar esclarecimentos sobre o caso, mas que classificou o episódio como “um mal-entendido”. “A instituição informa, em primeiro lugar, que respeita a liberdade de imprensa como direito inalienável da sociedade brasileira”.
A Associação Mundial de Rádios Comunitárias – AMARC Brasil, em parceria com a Universidade Federal do Pará – UFPA, realiza, no próximo dia 29 de agosto, o seminário “Rádios Comunitárias Para Todos os Povos”. O evento é aberto ao público e acontece no Auditório Setorial Básico 2, da UFPA, das 9h às 18h. A programação detalhada será divulgada em breve. No seminário, poder público e sociedade civil discutem as atuais políticas públicas em comunicação para comunidades tradicionais, indígenas e rurais, com foco na radiodifusão comunitária.
Num diagnóstico prévio realizado pela AMARC Brasil foram identificadas diversas inadequações e ausências legais no que se refere à garantia do direito humano à comunicação dessas comunidades. Um dos objetivos do evento é articular ações conjuntas de garantia ao pleno acesso à comunicação. Ministério das Comunicações, Ministério da Cultura, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, entre outras entidades da sociedade civil já confirmaram presença.
Rio Branco, terça-feira, 22h30. Uma família sentada em frente à televisão assiste ao programa Louco Por Elas, transmitido pela Rede Amazônica, afiliada da TV Globo. Em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, o mesmo programa está sintonizado na RBS. A série mostra o cotidiano de uma família de classe média carioca.
Roraima, 17 horas. A TV Imperial – afiliada da Record – transmite o Cidade Alerta. O mesmo programa é veiculado pela RIC TV, na cidade de Xanxerê, interior de Santa Catarina. O programa jornalístico da Record faz a cobertura do que acontece nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo.
Essa realidade se repete em todo o Brasil e vale para todas as emissoras de televisão. Ou seja, não importa onde você esteja, excluindo as edições locais dos jornais vespertinos e matutinos (em algumas emissoras os matinais), mais de 90% da grade de programação destas emissoras é composta por conteúdos produzidos no eixo Rio-São Paulo (novelas, seriados, programas de lazer, infantis, culturais, shows, variedades).
Os acreanos não se vêem na TV, assim como não se vêem os amazonenses, baianos, pernambucanos, gaúchos, mineiros e assim por diante. Não vemos na TV a riqueza da cultura do centro-oeste brasileiro, como é a vida dos ribeirinhos, ou dos agricultores do interior. Como é a realidade de quem vive nas pequenas cidades. Não temos acesso à produção cultural independente que fervilha em todo o Brasil, que é bloqueada pela homogeneização cultural do eixo Rio-São Paulo.
A luta para mudar este cenário, garantindo que os brasileiros dos múltiplos Brasis tenham representação na mídia, é uma das principais bandeiras dos movimentos que lutam pela democratização dos meios de comunicação. É uma reivindicação de artistas, produtores culturais e da sociedade.
A garantia de conteúdo regional e independente na radiodifusão é prevista no texto Constitucional de 1988, em seu artigo 221. Mas, até hoje, o Congresso Nacional não regulamentou este dispositivo, principalmente em razão de interesses políticos e econômicos das grandes cadeias de TV.
Para se ter uma ideia do bloqueio imposto à regulamentação do art. 221, há quase 20 anos, um projeto de lei sobre o tema, de autoria da deputada Jandira Feghali, aguarda para ser votado. No Senado o PL já tramita há 10 anos.
Para nossa surpresa, sem qualquer debate mais amplo com a sociedade, uma comissão mista do Congresso Nacional criada há pouco mais de dois meses para analisar projetos de lei que visem a regulamentação da Constituição – composta por seis deputados e seis senadores – aprovou um relatório sobre o tema em menos de cinco minutos, alterando a redação do projeto de lei da deputada Jandira Feghali e desvirtuando os objetivos que devem ser alcançados com a regionalização – garantir mais espaço na grade de programação das emissoras para a produção de conteúdos locais, produzidos localmente, com artistas e profissionais da região, incentivando a produção independente.
Esta proposta aprovada na Comissão Mista será agora apreciada pelo plenário da Câmara dos Deputados, onde poderá receber emendas dos parlamentares no sentido de resgatar este objetivo.
Nós - representantes de entidades do movimento social, artistas, produtores culturais e cidadãos - exigimos que os deputados federais, que representam a população dos vários estados brasileiros, apresentem emendas para garantir que o projeto efetive o direito à comunicação, assegurando de fato espaços na programação das emissoras para a produção local, regional e independente.
Você, que não se vê na TV e que luta para que exista mais pluralidade e diversidade nos meios de comunicação venha se somar a esta luta!
Votar pela aprovação do projeto tal como está é dar às costas ao povo!
Assinam este manifesto
Assinam este manifesto
Associação Brasileira de Canais Comunitários - ABCCOM
Associação Brasileira de Documentaristas - seccional PE
Associação Brasileira de Rádios Comunitárias – ABRAÇO - Nacional
ABRAÇO-BA
ABRAÇO-GO
Associação de Entidades Usuárias do Canal Comunitário de Ponta Grossa (TVCom PG)
Associação Pernambucana de Cineastas (ABD/APECI)
Andi – Comunicação e Direitos
ARCO-RJ
Arpub – Associação de Rádios Públicas do Brasil
Blogoosfero - Plataforma Livre e Colaborativa desenvolvida em Software Livre Brasileiro
Central Única dos Trabalhadores – CUT
Centro de Cultura Luiz Freire
Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé
Conselho Comunitário de Maricá - CCM-CONSELHO
COMPOP
Clube de Engenharia
Conceição Lemes - blogueira
Conceição Oliveira – Blog da Maria Frô
Conselho Comunitário de Aricá-RJ
Conselho Federal de Psicologia – CFP
Edison Munhoz, secretário de comunicação da CUT-RJ
Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar - Fetraf
FNDC- Comitê BA
Fundação Maurício Grabois
Fundação Perseu Abramo
Intervozes
Instituto Patrícia Galvão
Instituto Telecom
Luana Bonone, presidenta da Associação Nacional de Pós-graduandos
Movimento Nacional de Rádios Comunitárias – MNRC
Paraná Blogs - Coletivo de Blogueir@s e Ativistas Digitais do Paraná
Rádio Comunitária Pop-Goiaba
Sindicato dos Radialistas de São Paulo
Sociedade Civil Acauã
TIE-Brasil - Troca de Informações sobre Empresas Transnacionais
TV Cidade Livre DF
União Geral dos Trabalhadores - UGT