Quatro jornalistas foram hostilizados e agredidos hoje (22), durante a primeira audiência com tomada de depoimentos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Ônibus, instalada na Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Os repórteres Julio Molica e Antonia Martinho, da GloboNews, foram expulsos da galeria da Casa por manifestantes favoráveis à CPI. O repórter cinematográfico da TV Band, Sérgio Colonesi, e o jornalista do portal Terra Cirilo Júnior também foram agredidos em meio a um tumulto nas galerias e no plenário. Nenhum dos profissionais precisou de atendimento médico.

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) voltou a manifestar preocupação com o clima de hostilidade contra a imprensa que vem marcando a cobertura de protestos em todo o país.
Na última segunda-feira (19), jornalistas foram alvo de spray de pimenta disparados por policiais militares durante ato na Rua do Catete, na zona sul da cidade.

“Agressões a jornalistas estão se tornando perigosamente rotineiras. A democracia não é compatível com atitudes que contrariam o direito à informação de toda a sociedade. A Abraji se solidariza com as vítimas e faz um apelo para que as agressões cessem, sejam perpetradas por quem forem”, diz a entidade.

A presidenta do Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio, Suzana Blass, e o diretor Rogério Marques se reuniram hoje com comandante da Polícia Militar, coronel José Luís Castro Menezes, para cobrar o fim das agressões a jornalistas e a punição dos policiais envolvidos.

No encontro, ficou acertado que o sindicato e a Polícia Militar vão criar um fórum para acompanhar e debater o problema, envolvendo também a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj).

Suzana Blass pediu o fim dessas agressões e sugeriu um protocolo que seja respeitado por todos os policiais militares. Ela disse que há pouco tempo presenciou uma ação violenta do Batalhão de Choque em Niterói.

O coronel Luís Castro argumentou que a tropa é orientada a usar armas não letais apenas em casos extremos e disse que o policial que jogou spray de pimenta nos jornalistas na Rua do Catete foi afastado do trabalho de rua e está sendo submetido a uma avaliação psicológica. O comandante alegou explicou que grupos infiltrados entre os manifestantes buscam o confronto, depredando o patrimônio público e agredindo policiais com pedradas e cusparadas para provocar uma reação.

Os diretores do sindicato deixaram claro, no entanto, que não há justificativa para atos de violência contra jornalistas que estão ali trabalhando.

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Jornalistas que desejam se dedicar a trabalhos e estudos avançados terão oportunidade de ganhar bolsa na Universidade de Harvard. Os profissionais poderão ganhar até US$ 70 mil por ano para as despesas do projeto.

Além de jornalistas, profissionais de cinema, vídeo, som e novas mídias também podem se candidatar. De acordo com as informações do instituto, os aprovados terão escritório, estúdio e acessa a bibliotecas e outros recursos da Universidade de Harvard durante o período.

As inscrições podem ser feitas pelo site do programa Radcliffe Institute Fellowship até 1° de outubro. O projeto de bolsa deve ter início em setembro de 2014, com duração até maio de 2015.

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Nota da diretoria do Sindicato dos Jornalistas sobre condições de trabalho na Câmara dos Deputados

Presidente da Câmara, Henrique Alves, garantiu aos jornalistas do Comitê de Imprensa que não haverá mudanças nas regras de circulação de repórteres na área do plenário da Casa.

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A Comissão eleitoral divulgou hoje o roteiro das urnas que passarão pelas principais redações do DF nas eleições do SJPDF e do Clube da Imprensa, que vão ocorrer nos dias 28, 29 e 30/8.

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