Evento ocorrerá no domingo, 18/8, quando várias câmeras fotográficas de Brasília estarão reunidas para fazerem "clic" ao mesmo tempo.
Na última segunda-feira (12/8), a editora Abril e o Sindicato dos Jornalistas Profissionais de São Paulo entraram em acordo sobre o pacote de benefícios que será pago aos 71 jornalistas demitidos durante a reestruturação. Com isso, os cortes voltam a ter efeito. Definido durante audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, o acordo ainda deve ser aprovado.
De acordo com o Conjur, as partes devem informar os funcionários sobre os termos definidos durante a audiência. O efeito das demissões foi suspenso na última sexta (9/8) após o fracasso da primeira rodada de negociações entre a Abril e o sindicato dos jornalistas. O órgão de classe pedia mudanças no pacote oferecido aos funcionários cortados, por não concordar com diferença na quantidade de salários por conta da posição hierárquica e do tempo na empresa. Para o sindicato, o pacote beneficiava executivos e gerentes, prejudicando os repórteres e redatores, entre outros profissionais.
Segundo o SJSP, a direção da associação conseguiu 2,5 salários a título de indenização e seis meses de convênio médico para os demitidos da Abril. No caso de novas demissões nos próximos 90 dias, os jornalistas também deverão ser adaptados para as mesmas condições. Até a próxima sexta-feira (16/8), todas as verbas rescisórias deverão ser quitadas e já com os novos valores.
O Marco Civil da internet deve ser votado na Câmara ainda neste mês, afirmou o relator do projeto, o deputado Alessandro Molon (PT-RJ). No entanto, a pauta ainda tem temas polêmicos como a neutralidade da rede e privacidade.
Segundo a Reuters, as companhias de telecomunicações pedem que o texto do marco possibilite a oferta de pacotes "personalizados", em que o usuário acesse somente alguns sites e serviços, como e-mails, dependendo do pacote contratado, pagando um preço menor que o valor cobrado pelo acesso completo à internet.
Esse tipo de modelo ainda não existe no Brasil, mas para as operadoras de telefonia seria uma forma de desafogar o fluxo de informação na rede. "Poderíamos ter pacotes para fins diferentes, que consumiriam muito menos banda. Dar acesso mais barato que atendesse às necessidades do cliente", disse o diretor do SindiTelebrasil, Alex Castro.
A proposta das companhias de telefonia não é vista de forma positiva pelo deputado relator do projeto. Para ele, a ideia infringe o princípio básico do marco, que é a neutralidade de rede. Esse princípio estabelece que as companhias que controlam a infraestrutura não podem interferir no fluxo de informação da Internet.
"Isso não está na proposta e não há qualquer possibilidade de ser aceito no texto. A única sugestão feita pelo governo seria deixar claro que o marco civil não proíbe a venda de velocidades diferentes e pacotes com franquias de dados", disse.
Caso o projeto seja aprovado para a Câmara, seguirá para o Senado para posterior sanção presidencial, afirma Molon. O debate acontece num âmbito de crescimento do uso da Internet no Brasil. Dados de maio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostraram que 67,7 milhões de pessoas tinham acesso à rede em 2009, número que subiu para 77,7 milhões em 2011.
Nesta terça-feira, 13/8, entidades que defendem direitos dos trabalhadores participam de uma vigília no Congresso Nacional para pressionar os parlamentares a votarem contra a matéria.