A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) abriu inscrições para seu processo seletivo de estágio. Estudantes de jornalismo podem concorrer às seis vagas ofertadas para Brasília. Haverá, ainda, formação de cadastro reserva em São Paulo e Rio de Janeiro. As inscrições podem ser feitas de até o dia 20 de setembro, no site do CIEE.
A bolsa para estudantes de nível superior é de R$ 600, com auxílio-transporte no valor de seis reais por dia e carga horária de 20 horas semanais. O estágio tem duração mínima de seis meses e máxima de dois anos.
Os aprovados para as vagas de jornalismo poderão optar por trocar de setor na empresa a cada três meses. A oportunidade visa permitir que o estudante tenha experiência nos diversos veículos de comunicação da empresa, como TV Brasil, Agência Brasil, TV Brasil Internacional, as emissoras que compões as Rádios EBC, a Radioagência Nacional e NBR.
O processo seletivo também contempla universitários de Administração, Audiovisual, Arquivologia, Ciências Contábeis, Direito, Publicidade e Propaganda e Engenharia Eletrônica e Telecomunicações. Há oportunidades para estudantes do ensino médio e de cursos técnicos na área de Informática e Eletrônica.
Para participar, é preciso estar, no mínimo, na metade do curso. Os candidatos às vagas de ensino médio, por sua vez, devem estar cursando, no máximo, o 2º ano. O processo seletivo será feito por meio de uma prova marcada para o dia 27 de setembro e aplicada pelo CIEE. Outras informações estão no regulamento do processo seletivo.
Direorias tomam posse em solenidade que contou com auditório cheio e festa animada na sede do Sindicato.
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de Alagoas e a Federação Nacional dos Jornalistas, em nome de todos os seus associados, vem a público manifestar seu veemente repúdio ante a sucessão de fatos que culminaram na condenação do jornalista Ricardo Mota, exemplo de profissional íntegro, aguerrido e comprometido com as lutas sociais do Estado e do país. Ainda mais porque tal condenação foi motivada pela divulgação de informação (documentada e confirmada, como é dever de todo profissional de comunicação), envolvendo um conceituado juiz alagoano.
Infelizmente, esta tem sido uma prática comum contra profissionais da imprensa nos últimos anos, alguns dos quais respondendo a inúmeros processos em Alagoas. Entende o Sindjornal que tal atitude constitui um flagrante desrespeito ao exercício profissional do jornalista, à liberdade de expressão e ao direito à informação, princípios constitucionais inseridos entre os direitos fundamentais do cidadão. Entende, ainda, esta entidade, que entre as funções sociais do jornalismo e do jornalista está a efetivação do direito de informar e de ser informado, facultado a toda a sociedade, e que a publicidade e a transparência são princípios básicos no Estado Democrático de Direito.
Lamentamos, portanto, tal atitude que culminou na condenação de Ricardo Mota, ao mesmo tempo em que parabenizamos o profissional por sua postura, sempre coerente com os princípios do bom e ético exercício do jornalismo, e por se manter altivo e determinado na trincheira onde nos alinhamos, contra a censura corporativista e intimidadora de quem quer que seja.
Porquanto, o Sindjornal e a Fenaj conclamam a categoria para um ato de desagravo a Ricardo Mota e outros profissionais processados, que acontecerá às 14 horas do dia 11 do corrente mês, em frente à TV Pajuçara, ao tempo em que reafirmam sua defesa pelos ideais de democracia, liberdade de imprensa, ética e justiça social.
SINDICATO DOS JORNALISTAS DE ALAGOAS - SINDJORNAL
FEDERAÇÃO NACIONAL DOS JORNALISTAS – FENAJ
06 de setembro de 2013.
A Federação Nacional dos Jornalistas reafirma seu veemente repúdio à crescente violência contra os jornalistas, que se repetiu na cobertura das manifestações do dia 7 de setembro. Em quatro capitais houve registros de agressões contra 20 trabalhadores da comunicação. A grande maioria delas praticada por policiais, mas houve casos, também, onde os agressores foram participantes das manifestações. O respeito à liberdade de imprensa e ao trabalho dos jornalistas é condição fundamental para o exercício da democracia no Brasil, caso contrário o país trilhará o caminho do retrocesso e da barbárie.
A FENAJ já havia manifestado, no dia 14 e no dia 19 de junho, por ocasião da onda de manifestações que assolou o país, seu repúdio à hostilização e tentativa de impedimento do trabalho dos jornalistas. “Além da tentativa de criminalização do direito constitucional de livre manifestação, as inadmissíveis agressões e prisões de jornalistas no exercício de suas funções requerem uma ação imediata de interrupção de tais atentados à democracia e punição dos responsáveis por tais atos”, sustentou a entidade, quando os atos de violência foram praticados por policiais. “Assim como condenamos a violência policial, denunciamos as coações, intimidações, agressões verbais e físicas cometidas contra jornalistas e outros profissionais da imprensa. Ambas as práticas não podem ser toleradas pela sociedade brasileira, visto que violam os princípios da liberdade de expressão e de imprensa”, destacou a segunda nota, quando se verificou também hostilizações de integrantes das manifestações.
No dia 2 de julho a FENAJ solicitou agendamento de audiência com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para discutir medidas preventivas ao crescimento da violência contra jornalistas no país. O objetivo é a construção de um protocolo de segurança para os jornalistas que envolva também o governo e as empresas jornalísticas. Tal solicitação não foi respondida até o momento. A entidade também contatou com dirigentes da Associação Nacional dos Jornais (ANJ) e da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), que ainda não se pronunciaram oficialmente sobre a proposta.
Nos protestos ocorridos no dia 7 de setembro foram registradas agressões contra 20 profissionais da imprensa, principalmente com o uso ostensivo de spray de pimenta por parte de policiais. Os Sindicatos dos Jornalistas do Distrito Federal, Município do Rio de Janeiro, Amazonas e Paraíba lançaram notas oficiais sobre as agressões.
Tais violências serão denunciadas a organismos internacionais. Exigimos dos órgãos de segurança a devida apuração e punição dos responsáveis por tais agressões. Das autoridades e empresas esperamos iniciativas concretas para coibir tais práticas e assegurar o respeito ao exercício da profissão de jornalista.
Federação Nacional dos Jornalistas
Brasília, 10 de setembro de 2013.