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Publicado em Quarta, 11 Setembro 2013 17:29
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O Sindicato dos Jornalistas do DF convida jornalistas, ativistas e interessados para o debate “A violência contra jornalistas na cobertura das manifestações”. O evento está marcado para a próxima terça-feira, 17/9, às 19h30, no auditório da entidade. A iniciativa faz parte de uma série de atividades programadas pela entidade em prol da defesa da liberdade de expressão e de imprensa e contra as agressões cometidas pela polícia aos jornalistas durante as manifestações.

O Sindicato decidiu promover o debate depois das agressões sofridas por jornalistas no feriado da Independência no Distrito Federal. O objetivo da discussão é ouvir relatos de repórteres, cinegrafistas e repórteres fotográficos que trabalharam na cobertura das manifestações de 7 de Setembro e receber sugestões para o protocolo de segurança que será proposto ao GDF e às empresas para assegurar a integridade física dos profissionais em situações de risco.

Para o debate, foram convidados representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), da Anistia Internacional e da Federação Nacional dos Jornalistas. A entidade também convidará os jornalistas agredidos para apresentar seus depoimentos.

Ação da Polícia

A ação truculenta da polícia no feriado da Independência foi registrada em fotos e vídeos e repercutiu em sites e jornais de todo o país. Mesmo com credencial de identificação, os jornalistas foram agredidos por policiais com cassetete, balas de borracha, gás de pimenta, gás lacrimogênio e até mesmo perseguidos por cães.

Levantamento da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) registra que Brasília foi a cidade mais violenta para os profissionais de imprensa. Dos 20 jornalistas agredidos em Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Manaus e Brasília, 12 são da capital federal. 

Atuação do Sindicato

A diretoria do SJPDF reagiu frente aos abusos graves cometidos pela polícia. Foi lançada uma carta de repúdio na última segunda-feira. Foram feitos pedidos de apuração dos casos ao Ministério Público e à Corregedoria da Polícia Militar. Os diretores também solicitaram audiência com o governador Agnelo Queiroz para cobrar explicações e enviaram ofício à Secretaria de Segurança Pública pedindo a relação de todos os policiais que trabalharam na operação de 7 de Setembro. A direção da entidade propôs debates sobre o tema às Comissões de Direitos Humanos do Senado Federal e da Câmara Legislativa.

Foto: Breno Fortes foi empurrado quando tentava ajudar colega; Arthur Paganini também foi empurrado e atingido por spray. Monique Renne/ CB/DAPress

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