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Publicado em Quarta, 11 Setembro 2013 14:46
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Assembleia realizada na última segunda-feira, 9/9, decidiu pela convocação de uma paralisação no Jornal da Comunidade caso os salários atrasados não sejam pagos até quinta-feira, 12/9. Os jornalistas do veículo já estão sem receber há dois meses. Também há outras denúncias de problemas trabalhistas no Grupo, como o não recolhimento do FGTS.

A assembleia também deliberou a realização de um ato na quinta-feira, 10/9, às 11h30, para protestar contra os desrespeitos cometidos pela direção do Grupo Comunidade contra seus profissionais. O objetivo é pressionar a direção para que faça o depósito dos salários na conta dos trabalhadores ainda no próprio dia.

Atrasos

Depois de atrasos recorrentes ao longo do ano de 2012, a direção voltou a não repassar os vencimentos aos profissionais. Segundo informações recebidas pela diretoria do SJPDF, na redação há funcionários que não recebem há dois meses. No administrativo, a situação é pior: os atrasos chegam a quatro meses.

“A diretoria do SJPDF já esgotou todas as iniciativas que cabiam exclusivamente a ela. Já entramos com ação, já denunciamos a situação recorrente de atrasos ao Ministério Público do Trabalho. Como a direção do Comunidade segue desrespeitando as garantias trabalhistas e ignorando os pedidos do Sindicato, nos resta a paralisação para que os donos do Grupo entendam a necessidade de regularizar imediatamente a situação dos pagamentos”, diz o presidente do SJPDF, Lincoln Macário.

“Mas, para que essa ação seja bem sucedida, precisamos contar com a participação dos trabalhadores do Comunidade. Se não mostrarmos força juntos, a direção do Jornal vai continuar com esses desmandos”, completa o vice-presidente Wanderlei Pozzebom.

Problema recorrente

Em 2012, o problema fez com que a diretoria do Sindicato dos Jornalistas entrasse com ações contra o Comunidade, quando conseguiu bloquear 600 mil reais na Justiça do Trabalho para o pagamento de salários dos funcionários. Também provocou um Termo de Ajustamento de Conduta com o Ministério Público do Trabalho que estipulava o cumprimento por parte do Comunidade cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho, em especial a que diz respeito ao pagamento do salário em dia. No entanto, depois disso o Grupo desrespeitou as regras e atrasou os salários três vezes (julho e agosto de 2012 e março de 2013). Por causa desses atrasos, a empresa deverá pagar multa em dinheiro de R$ 90.890,35. Esse valor será revertido para todos os funcionários. Além disso, o MPT estipulou ao Comunidade o pagamento de mais R$ 50 mil em campanhas institucionais do órgão. Neste ano, a empresa voltou a atrasar salários e pagar férias atrasadas. Outro problema recorrente é o assédio moral que os jornalistas têm sofrido dentro da redação.

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