Após cerca de um ano de atividades, a Campanha Para Expressar a Liberdade realizou sua Plenária Nacional, na última sexta-feira (6), em São Paulo. Com a presença de representantes de 27 entidades, oriundos de nove Estados do país, a reunião ainda contou com a participação da jornalista Maria Inês Nassif e do blogueiro Altamiro Borges, que fizeram uma análise do cenário das comunicações no Brasil.
Para Rosane Bertotti, Coordenadora Geral do FNDC (Fórum Nacional Pela Democratização da Comunicação), a presença de diversas entidades, inclusive das que não têm uma ligação histórica com o tema da democratização da comunicação, tornou a Plenária Nacional muito produtiva e representativa.
“Essas entidades, como as centrais sindicais, movimento estudantil, movimentos de trabalhadores rurais, também abraçaram a luta da comunicação por entenderem que ela é fundamental para a democratização da sociedade como um todo. A participação delas é muito importante para planejarmos ações conjuntas que reivindiquem uma política de comunicação democrática”, avaliou.
As organizações presentes fizeram uma avaliação positiva da Campanha Para Expressar a Liberdade até o momento, mas consideraram importante elaborar uma melhor organização das coletas de assinatura para o projeto da Lei da Mídia Democrática e uma agenda conjunta de ações. Um dos encaminhamentos foi justamente formular um calendário de atividades que será distribuído para os comitês nos Estados e para as entidades parceiras.
Outro encaminhamento tirado na plenária foi a reorganização gos Grupos de Trabalho (GT´s), que agora terão coordenação de entidades que se propuseram à tarefa.
Cenário
Ao reforçar a ideia de que a luta pela democratização da comunicação é fundamental para conquistas em outras áreas da sociedade, Altamiro Borges afirmou que “A batalha da democratização da comunicação é a batalha de todas as batalhas”.
Otimista com o cenário político em 2014, o blogueiro considera que este é um ano em que o debate da democratização da comunicação pode ser muito intensificado. Isso porque a conjuntura brasileira, com Copa do Mundo e eleições, vai obrigar a mídia a radicalizar o seu discurso.
“Diante desse cenário, eu acho que todo esse esforço que o FNDC e a Campanha Para Expressar a Liberdade têm feito, de elaborar um projeto de lei de iniciativa popular, de construir a unidade em torno dessa pauta e de conversar com várias entidades da sociedade civil, pode gerar grandes frutos para a batalha pelo projeto de Lei da Mídia Democrática”, afirmou Altamiro Borges.
Em sua intervenção, a jornalista Maria Inês Nassif reforçou a necessidade de fazer a disputa da hegemonia via democratização da comunicação. “Existe uma ansiedade da juventude em relação à conquista da hegemonia a despeito de ganhar eleições. Independente de governo, temos a luta pela hegemonia do pensamento na sociedade, que é uma luta para democratizar a democracia”, afirmou. Segundo Nassif, para ganhar corações e mentes, “precisamos saber o que a sociedade pensa e quais as inquietações da sociedade que se liguem à democratização da mídia”.
A Campanha Para Expressar a Liberdade é fruto de anos de luta da sociedade civil organizada para regulamentar a comunicação no Brasil e tem como carro-chefe o Projeto de Lei da Mídia Democrática, de iniciativa popular.
Por Redação FNDC para Campanha Para Expressar a Liberdade
O início das aulas do curso de Comunicação Social da Universidade Federal do Paraná (UFPR) foi adiado em uma semana. O Ministério da Educação (MEC) confirmou para esta semana a visita de comissão, que fará nova avaliação para determinar a habilitação de Jornalismo, suspensa em dezembro, será liberada.
O reitor da instituição, Zaki Akel Sobrinho, explicou aos aprovados no vestibular de Jornalismo que o adiamento da avaliação do MEC não prejudica o calendário letivo. Em reunião realizada na última sexta-feira, 7, ele explicou que o início das aulas já estava programado para 17 de fevereiro por causa do processo de Setor de Artes, Comunicação Social e Design.
O encontro também contou com a participação de representantes da Pró-Reitoria de Graduação (Prograd), do curso de Comunicação Social e do Centro Acadêmico de Comunicação Social (Cacos). “Há interesse do ministro Henrique Paim em resolver essa questão”, destacou o reitor, que mantém diálogo com o político desde quando ele ainda era secretário-executivo do MEC.
Akel também comentou a possibilidade da suspensão ser mantida pelo ministério e afirmou que a universidade manterá a busca por uma solução na esfera administrativa. “Respeitamos o direito à vaga adquirido com a divulgação da lista de aprovados, mas não podemos descumprir uma determinação de nosso mantenedor, que é o MEC”, disse.
Entenda o caso
Em dezembro, o cursos de Jornalismo da UFPR foram suspenso. A medida foi determinada pelo MEC é resultado da baixa nota no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade). No fim de 2013, avaliadores revogaram a suspensão da habilitação de Publicidade e Propaganda da mesma universidade, mas, por ser reincidente em resultados ruins, Jornalismo continua impedido de receber alunos.
Entidade prioriza a participação da categoria na elaboração da pauta que será apresentada ao sindicato patronal. Serão negociadas as cláusulas econômicas e sociais.
Jornalistas e estagiários diremiram dúvidas sobre jornada de trabalho, benefícios, registro profissional e outros.