O relatório "Liberdade de Imprensa no Brasil", apresentado no último sábado (5/4) na Reunião de Meio de Ano da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), promovido em Bridgetown, capital de Barbados, no Caribe, apontou que a situação da liberdade de expressão no Brasil "agravou-se dramaticamente durante 2013 e nos primeiros meses de 2014".
De acordo com O Estado de S. Paulo, o documento detalhado em 14 páginas diz que nos últimos seis meses foram registradas quatro mortes, 66 agressões, dois casos de censura judicial, seis ameaças, um atentado, uma prisão e três casos de intimidação. "Os casos de assassinatos impunes de jornalistas e outros profissionais continuam a ser o fato mais grave", alerta o texto.
O relatório qualifica como "motivo de alarme" a persistência dos casos de censura judicial, "posto que praticada por magistrados". O documento relata que é "digno de nota que a censura aplicada ao Estadão, em 31 de julho de 2009, ainda não tenha sido objeto de decisão final".
A publicação foi proibida, por meio de liminar, de veicular notícias baseadas nas investigações da Polícia Federal sobre ilícitos praticados pelo empresário maranhense Fernando Sarney, filho do senador José Sarney.
Foram registrados ainda 66 casos de truculência policial e de agressões pelos manifestantes contra jornalistas. O levantamento pontuou o caso fatal do cinegrafista Santiago Andrade, da Band. Outros três mortos mencionados no relatório foram os jornalistas Geolino Xavier (Portal N3, Bahia), Pedro Palma (Panorama Regional, Estado do Rio) e Rômulo Laurentino de Souza (Aroeiras Online, Paraíba).
Para finalizar, o relatório informa que a Associação Nacional de Jornais (ANJ) se reuniu com o ministro da Justiça, Eduardo Cardozo, e solicitou providências contra os atos violentos aos profissionais de imprensa no País.
Pela primeira vez a análise dos portifolios dos candidatos foi realizada de forma interativa.
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O Prêmio MPT de Jornalismo, promovido pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), abriu inscrições na última segunda-feira (7/4) pelo site. Profissionais de mídia que elaboraram reportagens que demonstrem a violação da legislação trabalhista podem candidatar as referidas matérias até o dia 31 de julho de 2014.
As produções podem abranger qualquer uma das oito áreas de atuação do MPT - combate às fraudes nas relações de trabalho, ao trabalho escravo, ao trabalho infantil, à discriminação, às irregularidades trabalhistas na administração pública, e proteção ao meio ambiente do trabalho, à liberdade sindical, ao trabalho portuário e aquaviário.
Os trabalhos publicados nos veículos de comunicação de jornalismo impresso em jornal e revista, radiojornalismo, telejornalismo, webjornalismo, fotojornalismo e mídias sociais precisam ter sido veiculados entre 1º de janeiro de 2013 a 31 de julho de 2014. Para participar, é necessário possuir o registro profissional reconhecido pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), com exceção das categorias webjornalismo e mídias sociais.
Com a distribuição de R$ 360 mil para os agraciados, a premiação conta com uma sessão especial, que deve gratificar o vencedor com R$ 45 mil. O prêmio será dividido em duas etapas, regional e nacional, e está previsto para ser realizado em dezembro deste ano em Brasília.
Localização : Nacional