Nesta quinta-feira, 12, data marcada para a abertura dos jogos da Copa do Mundo, acontece em São Paulo protesto contra o mundial. O ato já teve confronto entre 20 manifestantes e a Tropa de Choque da Polícia Militar (PM) nas imediações da Estação Carrão, na zona leste da capital paulista. Durante a confusão, duas profissionais da CNN e um assistente de câmera do SBT ficaram feridos.

De acordo com o G1, a produtora Barbara Arvanitidis foi atingida por estilhaços de bomba de efeito moral. Correspondente esportivo e âncora da CNN, Alex Thomas publicou mensagem nas redes sociais falando sobre o assunto e informou que a profissional pode ter quebrado o braço. Da mesma emissora, a correspondente Shasta Darlington também se machucou.

Contratado pelo SBT, o assistente de câmera Douglas Barbieri foi ferido no rosto por estilhaços, mas, segundo o G1, o profissional fez curativos e seguiu cobrindo o evento. Outro atingido foi o jornalista argentino Rodrigo Abd, da Associated Pres, que machucou a perna ao tentar correr durante a confusão.

O protesto
O ato contra a Copa do Mundo, que convidou participantes por meio do Facebook, começou na manhã desta quinta-feira, 12. Segundo as informações, a PM usou bombas de gás e de efeito moral para desbloquear a Radial Leste, que será a principal ligação das delegações com a Arena Corinthians. Por ora, um manifestante foi detido.

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A Polícia Militar de Minas Gerais (PM-MG) divulgou nota, há pouco, em que informa que o repórter fotográfico Sérgio Moraes, da Agência Reuters, foi ferido durante manifestação contra os gastos da Copa em Belo Horizonte.

“O repórter, que foi atingido na cabeça por um objeto ainda não identificado, recebeu atendimento imediato da Polícia Militar e foi levado até o Hospital Pronto-Socorro João 23. De acordo com a instituição, o jornalista teve um traumatismo craniano leve. O hospital informa ainda que o quadro do jornalista é estável e que ele ficará em observação nas próximas horas”, diz a nota.

Segundo o chefe de imprensa da PM-MG, major Gilmar Luciano, o fotógrafo foi atingido na Praça da Liberdade, onde começou o confronto que envolveu polícia e parte dos manifestantes. “Ainda não se pode afirmar se foi pedra de manifestante ou estilhaço de borracha, pois ele estava de costas”, disse.

De acordo com a PM, o ato foi pacífico das 12h às 16h, e sofreu alterações quando os ativistas se aproximaram do relógio que marcava a contagem regressiva para o início dos jogos do Mundial. “Eles queriam quebrar o relógio e jogaram pedras contra os policiais”, afirmou o major.

Quatro pessoas foram detidas por depredação do patrimônio, de acordo com a polícia. Além disso, “duas delas portavam duas facas e duas, socos-ingleses”, segundo Luciano.

Já os manifestantes alegam que o ato foi pacífico. "A gente começou a se aproximar do relógio da Copa e, quando a gente estava próximo, a polícia atirou bala de borracha e bomba de efeito moral”, contou o integrante da Assembleia Popular Horizontal de Belo Horizonte Pedro Rocha.

De acordo com o ativista, a “força desproporcional da polícia acabou gerando certo descontrole, e as pessoas começaram a revidar com pedras”. Ele avalia que “o que a PM fez foi novamente usar da sua força e da violência legitimada para dispersas a manifestação”.

O servidor público Pedro Ribeiro, que também participou do protesto, disse à Agência Brasil que viu uma pessoa ser detida pela polícia "de forma arbitrária". "A PM estava levando duas pessoas e tinha um pessoal filmando. Aí veio um homem negro sozinho atrás, um guarda apontou para ele e mandou ele encostar em uma banca. Na hora, chegou um outro PM como se fosse para revistar, mas dai já foi levando", disse.

De acordo com advogados que acompanham os movimentos sociais de Belo Horizonte, o número de detidos já chega a dez.

*Edição: Luana Lourenço

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De 12 de junho a 15 de julho, o Museu Nacional da República recebe a mostra fotográfica “Vamos jogar bola!”, de Beto Barata. As 43 imagens em preto e branco que compõem a exposição apresentam ao público uma Brasília diferente daquela conhecida mundialmente por sua modernidade arquitetônica e nacionalmente como o centro das decisões e da burocracia governamental. O fotógrafo retratou uma cidade onde a paixão pelo futebol pulsa nos campos de várzea, nas entrequadras, nos gramados da Esplanada dos Ministérios, no campinho de chão batido que levanta a poeira vermelha toda vez que os peladeiros disputam uma bola. Junto com a abertura da mostra, será lançado o livro homônimo com textos de Eraldo Peres, Clara Arreguy e Beto Barata. A mostra “Vamos jogar bola!” pode ser vista de terça a domingo, das 9h às 18h30. A entrada é gratuita e livre para todos os públicos.

O projeto “Vamos jogar bola!” começou a ser gestado em 2011, conta por meio da fotografia a paixão do brasiliense pelo futebol. “Aqui não se escolhe hora nem lugar pra bater uma bolinha com os amigos da rua, da escola ou do trabalho”, afirma o autor. Da riqueza e do volume de imagens capturadas nas peladas resultou o livro “Vamos jogar bola!”.   Com 120 páginas, o livro traz 110 fotos em preto e branco e textos de Clara Arreguy, Eraldo Peres e do autor, Beto Barata em versão bilíngue – inglês/português.  Tanto a mostra como o livro têm o patrocínio do Fundo de Apoio à Cultura da Secretaria de Cultura do Governo do Distrito Federal (FAC) e do Ministério da Cultura.

Beto Barata, que ao longo de três anos circulou por todo o Plano Piloto e pelas cidades satélites para registrar os lances, alguns de craques, outros nem tanto, mas todos de puro deleite para os jogadores. Além das imagens, Barata recolheu frases que compõem o universo das peladas. “Assim como na minha infância, quando passava o dia jogando bola na rua, hoje os moleques fazem o mesmo, as conversão são as mesmas, as provocações também. Vez por outra ouvimos um: Deus me livre esse menino!; Se triscar em tu essa bola, vai furar a rede; Quem é o 10 do Real Madrid? Quem?. Disso tudo, só o Real Madrid é novo”, arremata.

O curador da mostra, o também fotógrafo Eraldo Peres, ressalta que o registro dessas peladas entra definitivamente para a memória coletiva da capital federal.  Para Eraldo, a mostra e o livro “Vamos jogar bola!” são registros lúdicos em preto e branco que apresentam uma cidade que em pouco mais de cinquenta anos mostra todo seu vigor e diversidade em torno desse esporte, considerado paixão nacional.

Para a jornalista Clara Arreguy , que assina um dos textos do livro, o futebol produz craques anônimos todos os dias, em todas as esquinas. O jeitinho brasileiro está presente de forma positiva ao improvisar o campo, as traves e, até mesmo a bola: “Não tem campo? Vale areia, cimento, asfalto, terra, pasto. Não tem bola? Vale bola de meia, papel de jornal embolado e embrulhado em fita adesiva. Não tem trave? Vale pau, pedra, lata, garrafa, tênis. Não tem risca de cal, vale até a linha imaginária... os espaços do sonho de quem quiser sonhar.”

“Este trabalho é um resgate de uma memória afetiva pessoal e, acredito, de todos os que cresceram em Brasília e que costumavam chamar os amigos pra jogar bola na rua ou no gramado da quadra”, completa Beto Barata. 

Beto Barata

Há 18 anos atuando como repórter fotográfico em agências e veículos nacionais e internacionais, Beto Barata desenvolveu uma carreira reconhecida e premiada. “Vamos jogar bola!" é o segundo  projeto especial do fotógrafo. O primeiro, o livro e a exposição  "Brasília Submersa", foi lançado em 2010,  em homenagem aos 50 anos da capital federal. Nele, Barata mostra Brasília partir de uma perspectiva diferente: debaixo das águas do Lago Paranoá. Isso porque, além de fotojornalista, Beto Barata é ainda mergulhador, especializado em fotografia subaquática, um aventureiro das imagens. ­­­

Assista ao vídeo do making of de “Vamos jogar bola!”

http://www.youtube.com/watch?v=MS2HXHhQVMw

Serviço

“Vamos jogar bola!”

Mostra fotográfica de Beto Barata

43 fotografias em preto e branco

Impressão fine art - pigmento mineral sobre papel de algodão

Curadoria: Eraldo Peres

Local: Museu Nacional - Complexo Cultural da República

Data: de 12 de junho a 15 de julho 

Visitação: de terça a domingo, das 9h às 18h30

Entrada: gratuita e livre para todos os públicos

Telefones: 61 3325-5220 e 3325-6410

Lançamento do livro

“Vamos jogar bola!”

De Beto Barata

Textos de Eraldo Peres, Clara Arreguy

120 páginas

110 fotos em preto e branco

Preço: R$70,00

À venda no local

Contato para imprensa em Brasília

Luiz Alberto Osório

Agenda KB Comunicação

e-mail: //../undefined/compose?to=O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo." target="_blank">O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

Telefone: 61 3344-0143 e 8116-4833

 Luiz Alberto Osório
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61 33440143 / 61 8116-4833

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