O SJPDF oficiou o Grupo Spot e a Agência Brasileira de Promoção e Exportação e Investimentos (Apex-Brasil).
A categoria pede 8,5% de reajuste salarial e, depois de muita negociação, os patrões ofertaram o reajuste de 5,62% (percentual correspondente ao índice da inflação).
Chegou a níveis inaceitáveis e insustentáveis a violência praticada contra jornalistas no Rio de Janeiro. Foi assim que o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município da capital fluminense se pronunciou sobre dois casos recentes de agressão a profissionais da imprensa. Em nota, a entidade afirma que vai expedir ofício "ao Governo Estadual e ao Ministério Público pedindo providências e rigorosa apuração dos culpados pelos episódios".
Nesse domingo, 15, a jornalista de O Globo, Vera Araújo, foi presa pela Polícia Militar por registrar a detenção de um torcedor argentino que urinava próximo ao Maracanã. A profissional foi algemada e impedida de usar o celular. Ela ainda foi obrigada, segundo as informações, a dar voltas dentro da viatura por diversos bairros, até chegar ao local onde a ocorrência foi registrada.
No mesmo dia, a repórter fotográfica freelancer, Kátia Carvalho, foi atingida por bomba disparada pela PM durante um protesto perto do estádio. Ela ficou gravemente ferida nas costas. "O relatório de casos de violência contra jornalistas na cidade, compilado pelo Sindicato, não para de crescer. De maio de 2013 ao mesmo mês deste ano, já são 73 profissionais agredidos ou hostilizados no Rio", explicou a entidade.
Para auxiliar os associados, o sindicato contratou o advogado Lucas Sada, especializado em direito criminal. Os profissionais estão sendo orientados a entrar com ações judiciais por danos morais contra o Estado.
Veja a íntegra do texto do sindicato
A violência praticada contra jornalistas chegou a níveis inaceitáveis – e insustentáveis – na cidade do Rio de Janeiro com a prisão da repórter Vera Araújo, de ‘O Globo’, e a agressão à repórter fotográfica freelancer Kátia Carvalho durante o exercício da profissão neste domingo (15/06). Vera foi presa por um policial militar ao se recusar a parar de registrar a detenção de um torcedor argentino que urinava nas cercanias do Maracanã. Ela foi algemada, ferida, impedida de usar seu celular, e, dentro da viatura, deu voltas por diversos bairros antes de ser levada à Cidade da Polícia, onde a ocorrência foi registrada. No mesmo dia, Kátia foi atingida por uma bomba disparada pela PM em protesto perto do estádio, que a feriu gravemente nas costas.
Diante da escalada de violações direcionadas à nossa categoria, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio contratou o advogado Lucas Sada, especializado em direito criminal, para auxiliar aos associados – que já contam hoje com assistência nas áreas cível e trabalhista. Orientamos ainda os profissionais que foram agredidos por policiais que busquem o Sindicato para entrar com ações judiciais por danos morais contra o Estado. Estudamos ainda entrar com uma ação civil pública que, atuando de forma coletiva, possa conter a violência contra os jornalistas no Rio.
O Sindicato expedirá nesta terça-feira (17/06) ofícios ao governo estadual (gabinete do governador, secretaria de segurança e comando da Polícia Militar) e ao Ministério Público pedindo providências e rigorosa apuração dos culpados pelos episódios envolvendo as jornalistas Vera Araújo e Kátia Carvalho. Disponibilizamos ainda nossos telefones de plantão (21) 99439 2951 e (21) 99278-2137 para denúncias de trabalhadores da imprensa que sofrerem agressões durante o exercício da profissão.
O relatório de casos de violência contra jornalistas na cidade, compilado pelo Sindicato, não para de crescer. De maio de 2013 ao mesmo mês deste ano, já são 73 profissionais agredidos ou hostilizados no Rio – um deles foi morto, o repórter cinematográfico Santiago Andrade. A maioria das situações (80%) foi provocada por policiais militares.
Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro
Preocupados em melhorar a experiência de cegos e pessoas com baixa visão nos estádios, a FIFA realizou parceria com uma ONG brasileira a Urece Esporte e Cultura para Cegos para oferecer um serviço pioneiro de narração audiodescritiva em quatro estádios da Copa do Mundo da FIFA no Brasil: São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte.
A ideia do projeto é descrever o que acontece no campo e, também, nas arquibancadas. O serviço, disponível nas frequências 103,3 FM em Belo Horizonte, 98,3 FM em Brasília, 88,9 FM no Rio de Janeiro e 88,7 FM em São Paulo, foi divulgado pela Fifa, que enviou mensagem aos torcedores que compraram ingressos falando sobre a disponibilidade do serviço.
A Narração áudio descritiva é disponível para todos os portadores de ingressos dos jogos da Copa do Mundo da FIFATM em Belo Horizonte (103,3 FM), Brasília (98,3 FM), Rio de Janeiro (88,9 FM), São Paulo (88,7 FM). A narração em português está sendo feita especialmente para cegos ou pessoas com baixa visão por comentaristas que foram treinados para descrever cada partida detalhadamente ajudando a criar a imagem do estádio e a atmosfera do jogo.
Os organizadores do evento orientam que os deficientes visuais levem fones de ouvido e um rádio pequeno portátil ou smartphone com um receptor FM para acessar o serviço, por meio da frequência mencionada acima, gratuitamente 10 minutos antes do início do jogo.
“O serviço de audiodescrição fala como a torcida está se portando, quais são as brincadeiras, como o juiz corre… Algumas coisas que ninguém acha que são importantes, porque estão todos vendo”, diz Anderson Dias, presidente da Urece Esporte e Cultura para Cegos.
“Na audiodescrição de avaliação de voluntários, ouvi o gol do Ronaldo na final da Copa do Mundo de 2002 e ouvi que o Oliver Kahn fica no chão, chateado, triste, e o Ronaldo sai comemorando de braços abertos. Isso se perde nas transmissões de TV e rádio”, completa Dias, que foi bicampeão mundial e campeão paralímpico de Futebol de 5 em Atenas 2004.