Eles irão fazer uma avaliação coletiva do que precisa ser revisto no plano atual.

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Na noite desta terça-feita (21/5), às 20h40, morreu o jornalista Ruy Mesquita, diretor de O Estado de S. Paulo. Mesquita estava internado no Hospital Sírio-Libanês, no centro de São Paulo (SP), desde o dia 25 de abril, para uma cirurgia de retirada de um câncer na base da língua, descoberto recentemente. 

Dr. Ruy, como era conhecido, era da terceira geração de uma das mais tradicionais famílias de jornalistas do Brasil. Esteve na linha de frente do jornal por mais de 60 anos. Assumiu a direção do Estadão em 1996, após a morte do irmão Júlio de Mesquita Neto.

Até sua internação, Dr. Ruy era o responsável pelos editoriais do Estadão,considerados um dos melhores da imprensa brasileira, e se reunia diariamente com a equipe. Alguns dos textos eram escritos por ele próprio.

Carreira

Filho do jornalista Júlio de Mesquita Filho, nasceu em 16 de abril de 1925. Cursou direito no Largo de São Francisco (USP) e formou-se na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP.

Iniciou a carreira no jornalismo como repórter em 1948. Durante a trajetória ocupou cargos como redator e editor de internacional. Em 1996, fundou o Jornal da Tarde – publicação encerrada do fim de 2012.

Em 1964, apoiou o Golpe Militar. No entanto, no ano seguinte rompeu com o regime quando os chefes de estado anunciaram o fim da eleições diretas para presidente.

Sob seu comando, o Jornal da Tarde tornou-se um símbolo da resistência ao publicar receitas e poemas no local dos textos vetados pela censura.

Ruy Mesquita era casado, deixa quatro filhos, 12 netos e um bisneto.
O corpo do jornalista está sendo velado na casa da família, no bairro do Pacaembu, em São Paulo. O enterro está previsto para 15h, no Cemitério da Consolação.

Publicado pelo Portal Imprensa

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A juíza de Direito da 29ª Vara dos Feitos Cíveis, Comerciais e Relação de Consumo da Comarca de Salvador, determinou, em decisão liminar, que o escritor e jornalista Emiliano José retire de seu site (www.emilianojose.com.br) o artigo denominado “A premonição de Yaiá”, publicado em fevereiro no jornal A Tarde. O jornalista entrevistou D. Maria Helena Carvalho (d. Yaiá) que denunciou o ex-oficial da Polícia Militar, Átila Brandão, como o autor de torturas em seu filho Renato Afonso Carvalho, em 1971, no Quartel dos Dendezeiros.

A juíza decidiu também que o jornal A Tarde assegure direito de resposta, no mesmo espaço, ao hoje pastor da Igreja Batista Caminho das Árvores, de Salvador. A decisão da juíza Marielza Brandão, em despacho referente a uma ação de indenização por danos morais da parte do pastor Átila Brandão, deferiu parcialmente a medida liminar requerida, já que não incluiu direito de resposta na revista Carta Capital, que também publicou matéria intitulada “Corpo amputado querendo se recompor”, em que o hoje professor Renato Afonso confirma as denúncias feitas por sua mãe, D. Yaiá, em depoimento prestado ao jornalista.

A juíza deu um prazo de dez dias para cumprimento da decisão, com multa diária estipulada de R$ 200,00 (duzentos reais) caso haja descumprimento da decisão judicial. Emiliano José vai contestar a ação no Tribunal de Justiça. O advogado Jerônimo Mesquita, que representa o jornalista Emiliano José, afirmou que a ação indenizatória de Átila Brandão está em absoluto confronto com a Constituição Federal. Ele ressalta que o jornalista não pode ser condenado por fazer jornalismo, já que publicou depoimentos prestados por duas pessoas que sofreram na carne atos de violência: D. Yaiá, por ver o filho torturado, e Renato Afonso, por ter sido torturado. O advogado afirma que no arrazoado da ação, o pastor Atila Brandão agride o jornalista ao afirmar ser ele “pau mandado”, “papagaio de pirata” e que “industrializa mentiras”.

Ele considera que se trata de uma tentativa de cercear a liberdade de imprensa e expressão, e também uma despropositada asfixia financeira, já que pede uma verba indenizatória “não inferior a dois milhões de reais”. Emiliano José afirmou que, “ao longo de seus 35 anos de carreira jornalística, esta é a primeira tentativa clara de cercear minha liberdade de expressão, apesar da reportagem ter fonte explícita e estar bem documentada”. Ele considera que o ex-oficial da Polícia Militar “é que deve explicações à Comissão Nacional da Verdade, à Comissão Estadual da Verdade criada pelo governador Jaques Wagner e aos setores da sociedade que se dedicam a revelar a memória da ditadura militar, em busca de justiça e da verdade”. Disse que vai atender a decisão liminar da juíza Marielza Brandão e retirar de seu site o artigo “A premonição de Yaiá”. Mas vai ao Tribunal de Justiça para garantir seu direito de exercer o jornalismo. Segundo ele, “tal decisão acende um sinal amarelo, já que se ignora a Constituição, viola o exercício da profissão e da liberdade de imprensa”.  

Publicado em Política Livre

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Estão abertas até 31 de julho de 2013 as inscrições para a 3ª edição do Prêmio Nacional Jornalista Abdias Nascimento. Podem concorrer jornalistas profissionais de todo o país. Serão distribuídos R$ 35 mil em prêmios, em sete categorias.

Criado para valorizar o conteúdo jornalístico capaz de tornar visível o racismo como fator estrutural das desigualdades socioeconômicas do Brasil, o Prêmio simboliza a busca por um jornalismo plural, que valorize a diversidade brasileira. Em 2013, para facilitar as adesões, serão recebidas somente inscrições pela internet.

Segundo a coordenadora desta edição, Sandra Martins, um dos objetivos este ano é aumentar as inscrições nas categorias Mídia Alternativa/Comunitária e Especial de Gênero Jornalista Antonieta de Barros, além de mobilizar mais profissionais do Norte, do Nordeste, do Centro-oeste e do Sul, sensibilizando para temas que são foco do Prêmio.

“Dar visibilidade aos problemas da população negra brasileira, em especial das mulheres negras, de forma equilibrada e positiva na mídia, rompendo com o ciclo de repetição de estereótipos, é um desafio para ao jornalismo no país”, afirmou Sandra, que também coordena a Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira-Rio), organizadora da iniciativa.

Serão aceitas reportagens inéditas, publicadas ou veiculadas na imprensa brasileira entre 1 de agosto de 2012 e 31 de julho de 2013. Saiba mais no Regulamento.

Lançado em 2011 pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro (SJPMRJ), por meio da Cojira-Rio, o Prêmio homenageia o ex-senador Abdias Nascimento, ícone da luta contra o racismo e defensor dos direitos humanos.

 Categoria Formato Prêmio
Mídia Impressa  PDF e/ou link.  R$ 5 mil 
Televisão  Link da reportagem + roteiro em PDF. Também serão aceitos vídeos hospedados no site Youtube.  R$ 5 mil 
Rádio   Link da reportagem + roteiro em PDF. Também serão aceitos áudios hospedados nos sites Youtube e Radiotube. R$ 5 mil 
Mídia Alternativa/Comunitária Ver as orientações de cada categoria. R$ 5 mil 
Internet  PDF e/ou link. R$ 5 mil 
Fotografia  Até 900 pixels em formato JPEG   R$ 5 mil 
Especial de Gênero Jornalista Antonieta de Barros  Ver as orientações de cada categoria. R$ 5 mil

 A iniciativa conta com apoio das Cojiras de Alagoas, do Distrito Federal, de São Paulo e da Paraíba, além do Núcleo de Jornalistas Afro-Brasileiros e da Diretoria de Relações de Gênero e Promoção da Igualdade Racial dos Sindicatos dos Jornalistas do Rio Grande do Sul e da Bahia, respectivamente. As entidades integram a Comissão Nacional de Jornalistas pela Igualdade Étnico-racial (Conajira), da Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj).

Sobre Abdias Nascimento:

O ex-senador Abdias Nascimento se tornou ícone da defesa dos direitos humanos e do combate ao racismo. Desenvolveu vasta produção intelectual como ativista, político, artista plástico, escritor, poeta e dramaturgo. Natural de São Paulo, participou dos primeiros congressos de negros. No Rio, criou o Teatro Experimental do Negro (TEN).

Como jornalista, foi repórter do Jornal Diário e trabalhou em vários periódicos. Fundou o Jornal Quilombo e  foi filiado ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio. Acumulou vários títulos, entre eles, o de professor emérito da Universidade de Nova York e Doutor Honoris Causa da Universidade de Brasília e da Universidade Estadual do Rio de Janeiro.

Realização: Cojira-Rio /SJPMRJ
Patrocínio: Ford Foundation, Fundo Baobá e Oi
Parceria: Fenaj, Ipeafro, UNIC-Rio, Cultne e Sated
Apoio: W. K. Kellogg Foundation, Fundação Palmares e ANPR

Informações: (21) 3906-2450
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Acesse o site: www.premioabdiasnascimento.org.br

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