O grupo Mídia Ninja (Narrativas Independentes Jornalismo e Ação) aguarda com ansiedade o dia 3 de junho - data de lançamento do portal Ninja, que vai reunir e compartilhar conteúdo para diversas partes do mundo. O projeto vai servir de apoio à cobertura dos protestos contra a Copa do Mundo.
O novo portal foi consolidado a partir da parceria com a plataforma internacional de notícias Oximity, cujas informações são coletadas e distribuídas diretamente pelas fontes. Entretanto, a iniciativa não excluirá a participação do Mídia Ninja nas redes sociais.
“O Oximity é um casamento ótimo. É uma plataforma de tecnologia capaz de abrigar toda essa nova lógica de produção e distribuição de conteúdo. Vai potencializar muito as ações do Ninja nas próximas etapas da rede”, disse Rafael Vilela, integrante do coletivo.
Com sistema de edição de conteúdo pelos usuários, os internautas são transformados em co-autores da rede colaborativa. A ferramenta pode ser acessada em mais de 200 idiomas, com mecanismo de tradução automática e manual.
O lado B da Copa
“A grande rede midiativista que se formou no país no último ano dará conta como nunca da cobertura do lado B da Copa, dos fatos e notícias que usualmente não iriam aparecer nas capas da imprensa de massa no país e no mundo”, explica Vilela.
“O Ninja será mais uma iniciativa nesse sentido, de contrapor um imaginário equivocado da imagem do Brasil que se tenta vender para fora, uma lógica empresarial de organização de grandes eventos com os mandos e desmandos da Fifa, a ação violenta do aparato repressivo do Estado que criminaliza movimentos nas ruas e mata nas periferias, entre tantos outros assuntos”, pondera.
A rede Ninja
Segundo Vilela, milhares de colaboradores estarão envolvidos com a cobertura direta do Mundial, não apenas nas 12 cidades-sede, mas espalhados por todo o país. Além da parceria com o Oximity, o Ninja se aproxima de outros grupos de comunicação independentes que estão focados no evento.
“As parcerias nacionais e internacionais não pararam de crescer desde junho. A formação dessa ecologia midiativista, por si só, já é uma grande parceria, um braço-irmão de coletivos e jornalistas independentes que se somam e colaboram, ao contrário da grande imprensa, que vive na lógica da competição”, ressaltou.
Expectativas
O colaborador avalia que a grande questão está na capacidade de diálogo e de mostrar a diversidade de pensamento e ações voltadas para o país. “Esse mosaico de parcialidades que somado consegue dar uma leitura muito mais complexa da realidade brasileira”, explica.
Para Vilela, todos que participarem na cobertura do “lado B da Copa do Mundo” vão utilizar do processo de redes mundiais de mídia independentemente e de mídia ativismo. De acordo com ele, apenas uma pequena parte da imprensa internacional conseguirá cobrir os jogos e o que realmente acontecerá. “É um sistema fechado, feito para a Fifa lucrar, então muita gente está vindo aqui para ver um outro Brasil, conhecer os movimentos, se integrar. Disso devem surgir muitas coisas novas”, esclarece.
“Só nesse ano fomos acionados por movimentos para produzir nove documentários sobre temas diversos, dos seringueiros no Acre, a questão do Petróleo e o pré-Sal, há muito no que se aprofundar. Temos ainda as eleições chegando e isso deve ser um grande tema de debate no Brasil. Também estaremos focados nisso”, conclui.
* Com supervisão de Vanessa Gonçalves.
Os trabalhadores vão avaliar a possibilidade de paralisação para pressionar a empresa por suas pautas. A proposta foi apresentada em plenária realizada há cerca de três semanas.
Na última terça-feira (20/5), a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) informou que mais de 1.500 jornalistas se credenciaram para cobrir a caminhada da Seleção Brasileira na base de treinamento e concentração na próxima segunda-feira (26/5), em Teresópolis, região serrana do Rio de Janeiro.
De acordo com o blog de Antonio Prada, no Terra, ao todo são 65 jornalistas para cada jogador da seleção. Haverá um número maior de profissionais de mídia brasileiros, sendo 900 contra 600 estrangeiros.
Três estruturas construídas em uma área de 3 mil metros quadrados funcionarão 24 horas e com wi-fi gratuito. Além disso, seis estúdios de TV atenderão as detentoras nacionais dos direitos da Copa, com estacionamento anexo para as unidades móveis e estações de satélite.
Ainda haverá uma redação para repórteres e fotógrafos, auditório com capacidade para 600 pessoas, limitado em 400 durante entrevistas coletivas diárias de técnico e jogadores, bem como arquibancada com capacidade para 600 pessoas.
Os jornalistas terão à disposição uma área de convivência com alimentação, suporte de internet e telefonia, lavanderia, espaço para relaxamento e barbearia. A concentração dos profissionais também terá regras de relacionamento mais rígidas.
“Infelizmente não tem como atender de uma maneira mais flexível toda a imprensa brasileira e mundial. O número de jornalistas só aumenta e o número de jogadores permanece o mesmo”, explicou Rodrigo Paiva, assessor de imprensa da CBF.
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (20), em caráter conclusivo, o Projeto de Lei 6320/09, do ex-deputado Maurício Rands, que inclui os profissionais liberais no rol de “categoria profissional diferenciada” da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT – Decreto-Lei 5.452/43).
Os profissionais em "categoria diferenciada" são aqueles que exercem profissões ou funções específicas por força de estatuto especial ou por condições de vida singulares e têm direito a alguns benefícios trabalhistas, como estabilidade do trabalhador eleito dirigente sindical.
A proposta, que já havia sido aprovada pela Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público, seguirá agora direto para o Senado, exceto se houver recurso para que seja examinada pelo Plenário da Câmara.
Estabilidade sindical
O relator, deputado João Paulo Lima (PT-PE), defendeu a ampliação do conceito de categoria diferenciada para incluir os profissionais liberais. Ele ressaltou que algumas decisões judiciais já asseguram estabilidade sindical de alguns profissionais liberais, mas as sentenças não garantem os direitos a todos os trabalhadores.
Quando apresentou a proposta, Rands argumentou que, embora as condições de vida diferenciadas dos profissionais liberais sejam suficientes para enquadrá-los como categoria diferenciada, muitos juízes não o fazem com base no quadro de atividades e profissões.