Quer expandir suas técnicas de jornalismo, assumir uma nova editoria ou receber reconhecimento por seu trabalho? Confira estes promissores cursos, bolsas e concursos com prazos em fevereiro.
Programa Donald W. Reynolds Journalism Institute (RJI) fellowships Prazo final - 1° de fevereiro
O instituto oferece bolsas residenciais, não residenciais e institucionais. Bolsistas residenciais passam oito meses no campus da Universidade do Missouri, aproveitando os recursos intelectuais e tecnológicos do RJI e da universidade e interagindo com professores e alunos. Para mais informação, clique aqui.
World Bank #EachDayISee Prazo final - 13 de fevereiro
O Banco Mundial convida inscrições para o concurso #EachDayISee no Instagram para ajudar a chamar a atenção para a miríade de problemas enfrentados pelas comunidades em todo o mundo. As 20 fotos mais curtidas no Instagram serão as finalistas. As finalistas terão destaque nas redes sociais do Banco Mundial, serão projetadas na sede do Banco Mundial em Washington e incluídas em um livro de fotos. Para mais informação, clique aqui.
International Reporting Project Prazo final - 16 de fevereiro
Jornalistas inovadores, blogueiros e influenciadores da mídia social podem concorrer a uma viagem de duas semanas para o Nepal. O International Reporting Project da Universidade Johns Hopkins vai conduzir a viagem de 25 de abril a 7 de maio. A viagem vai focar em saúde e desenvolvimento no Nepal. O IRP cobre as passagens aéreas, gastos com o visto, hotel, acomodação e transporte local. Para mais informação, clique aqui.
Concurso Knight International Journalism Awards Prazo final - 20 de fevereiro
O Centro Internacional para Jornalistas busca nomeações ao prêmio Knight International Journalism Awards. O prêmio reconhece jornalistas cuja informação de qualidade, resultado de um trabalho pioneiro ou inovação tecnológica, teve um impacto significativo na vida das pessoas em seus países. Os vencedores serão homenageados no jantar de premiação do ICFJ no dia 10 de novembro em Washington. Para mais informação, clique aqui.
Bolsas de estudo de jornalismo de negócios da Univesidade Tsinghua Prazo final - 28 de fevereiro
Jornalistas em todo o mundo que falam inglês podem se candidatar a este programa na China. A faculdade de jornalismo e comunicação na Universidade Tsinghua oferece um mestrado em jornalismo global de negócios destinado a levar jornalistas de negócios a padrões superiores de reportagem. Um número limitado de bolsas é disponível. Para mais informação, clique aqui.
Quer ver mais oportunidades na IJNet? Confira Sete oportunidades de jornalismo para concorrer em 2015. Cinco oportunidades têm prazos finais em fevereiro.
Imagem principal cortesia concurso #EachDayISee do Banco Mundial.
Jornalistas em meados de carreira podem se inscrever para uma bolsa de estudos na Universidade de Oxford, na Inglaterra.
O Reuters Institute for the Study of Journalism busca candidatos para seu programa de pesquisa, com duração de três, seis ou nove meses.
O bolsista irá completar um trabalho acadêmico de cerca de 10.000 palavras para publicação, com preferência a projetos dentro das áreas de foco do instituto: o negócio do jornalismo, a prática em evolução do jornalismo e as relações entre jornalismo e prestação de contas.
Os candidatos devem ter experiência mínima de cinco anos de jornalismo e bom conhecimento do inglês.
A inscrição, incluindo o currículo, declaração pessoal, proposta de projeto, referências e amostras de trabalho, deve ser enviada até 30 de janeiro.
Para mais informações (em inglês), clique aqui.
A Editora Casa Amarela, que publica a revista Caros Amigos, foi condenada a indenizar em R$ 60 mil reais a jornalista Débora Prado de Oliveira, demitida em 2013 após participar de uma greve contra corte de salários e de pessoal da redação.
De acordo com o portal Global Voices, pelo menos mais três ex-funcionários estão processando a empresa em função das demissões de 2013. O dono da empresa e duas funcionárias disseram que a jornalista era freelancer, ganhava R$190,00 por página de matéria, não tinha horário fixo de trabalho e comparecia à redação apenas “dois dias por mês”. Esses depoimentos, no entanto, foram contraditos pelas declarações de Débora e dos jornalistas Cecília Luedemann e Hamilton Octavio de Souza, ex-editor da revista.
Souza contou que o juiz interrompeu a sessão e chamou as quatro testemunhas para uma conversa reservadamente. "Ele insistiu que havia contradição evidente, chegou a oferecer uma oportunidade de retratação a quem estava mentindo, mas acabou por determinar que as testemunhas fossem encaminhadas à Polícia Federal para abertura de inquérito com o objetivo de apurar a verdade dos fatos".
Na última quinta-feira (22/01), a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) divulgou o Relatório da Violência contra Jornalistas 2014. O documento aponta que 129 jornalistas sofreram algum tipo de violência. O estudo revela ainda três assassinatos, a maioria deles no Estado do Rio de Janeiro (RJ), com dois casos registrados.
Um dos casos mencionados é o do repórter cinematográfico Santiago Andrade, da Band, morto depois de ser atingido por um explosivo durante uma manifestação no Centro do RJ. Os dois réus, Caio Silva de Souza e Fábio Raposo vão a júri popular. Outro caso é de Pedro Palma, ocorrido em Miguel Pereira, no centro-sul do Estado.
Em fevereiro de 2014, Palma, único repórter do jornal Panorama Regional, foi assassinado com três tiros na porta de sua casa. Ele fazia denúncias de corrupção. O relatório indica ainda que houve uma queda de 30% no número de agressões contra os profissionais de imprensa no ano passado. Em 2013, foram 181 casos contra 124 registrados em 2014. A região Sudeste conta mais da metade das agressões.
São Paulo e Rio de Janeiro foram os Estados que mais tiveram jornalistas feridos. Segundo o levantamento, a maior parte da violência partiu de policiais durante os protestos nas ruas. O presidente da entidade, Celso Augusto Schroder, avalia que as agressões que vitimam os jornalistas devem ser cobradas.
"Isto é um primeiro passo que nós temos que fazer. Identificar efetivamente, fazer processos eficientes, e cobrar que os processos judiciais apurem. Por isso uma federalização de investigação seria importante, ou seja, nos locais que isso não for feito, seja qual for a razão, seria importante que pudéssemos estimular um setor nacional, federal que pudesse concluir essas investigações".
Fenaj cobra marco regulatório da presidente Em mensagem enviada este mês à presidente Dilma Rousseff (PT), a entidade apresentou o diagnóstico sobre o sistema de comunicação brasileiro e solicitou que o novo governo implemente um novo marco regulatório para as comunicações no país e convoque a 2ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom).
Segundo a Fenaj, a situação da propriedade, das relações estabelecidas e da interferência na vida nacional por parte dos veículos de comunicação social é incompatível com a democracia, atendendo quase que exclusivamente aos interesses empresariais do setor. A entidade defende ainda que a ausência de incentivos à leitura coloca o Brasil entre os país com menor índice de leitura de jornais das Américas e que o jornalismo e os profissionais são prejudicados pelas escolhas empresariais de transformar seus empreendimentos em partidos políticos.
Fonte: Comunique-se