Por Jonas Valente*
O Distrito Federal ganhou visibilidade na área de comunicação com a proposta de criação de um Conselho de Comunicação Social e com a aprovação de outras propostas - como a criação de uma TV Pública Distrital e de um fundo para estimular produções de veículos alternativos - no 1º Seminário de Comunicação do Distrito Federal (#ComunicaDF). O evento foi organizado a partir de um diálogo entre entidades da sociedade civil e a atual gestão Agnelo Queiroz iniciado desde o pós-eleição, em 2010.
A Agência Nacional de Águas, a Unesco e as Secretarias de Meio Ambiente e Recursos Hídricos e de Cultura do Governo do Distrito Federal promovem o seminário Água, Comunicação e Sociedade no Ano Internacional de Cooperação pela Água, em 22 de março, Dia Mundial da Água, no Museu da República, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília.
A nomeação do presidente do Conselho de Comunicação Social (CCS), Dom Orani Tempesta, à presidência da Rede Vida de Televisão e exposto na última reunião ordinária do conselho traz novamente à tona um problema recorrente a ser enfrentado para o avanço da democratização da comunicação. Os espaços reservados à ampliação da participação da sociedade são muitas vezes capturados pelas empresas. O sistema privado de comunicação que predomina no Brasil desde que emergiu a comunicação de massas tende a bloquear qualquer debate público sobre o papel dos meios na sociedade brasileira.
O governo mexicano apresentou nesta segunda-feira um projeto de lei para uma reforma constitucional que busca acabar com os monopólios nos setores das telecomunicações e que favorece a concorrência na televisão, na telefonia e na internet de banda larga. A proposta afetará diretamente a América Móvil e a Telmex, do bilionário Carlos slim, que é dono no Brasil da Claro, Embratel e NET. Em solo mexicano as suas operadoras possuem 70% do mercado de celular e mais de 80% da telefonia fixa.