O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do DF oficiou a direção da TV Brasília para verificar o cumprimento das obrigações da Convenção Coletiva de Trabalho 2018-2019. Pelo acordo fechado a partir de proposta aprovada pelos jornalistas e pelas empresas, o aumento nos salários em 0,5% deveria teri sido efetivado em dezembro, bem como a majoração do auxílio-alimentação para R$ 300 no mesmo mês. 

A Convenção Coletiva previu ainda duas possibilidades de pagamento do Programa de Participação nos Resultados, também conhecido popularmente como abono. Ou o pagamento de parcela integral até dezembro do ano passado ou em duas parcelas, sendo uma em outubro e outra em fevereiro. O PPR é equivalente a 35% do salário-base do trabalhador. 

O ofício faz parte da campanha de fiscalização do cumprimento da CCT que o SJPDF promove todos os anos. As demais empresas serão oficiadas para confirmar o pagamento nos prazos estipulados das obrigações. A diretoria do SJPDF lembra que qualquer jornalista pode denunciar se a Convenção não tiver sido cumprida por meio de sua ouvidoria (O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.) ou pelo telefone 3343-2251. 

Confira a íntegra da Convenção Coletiva de Trabalhohttp://www.sjpdf.org.br/acordos-coletivos/redacoes-comerciais 

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O ano começa com enormes desafios para todas e todos jornalistas. O governo de extrema direita de Jair Bolsonaro apresenta graves ameaças à liberdade de expressão e de imprensa, além de uma agenda ultraliberal de desmonte do Estado e dos direitos sociais da população. Um governo afeito ao autoritarismo, que venceu a eleição a partir da desinformação e mentiras, coloca em risco a democracia e os direitos conquistados pelos trabalhadores.

A cobertura da posse já mostra as dificuldades que a categoria terá de enfrentar para garantir o pleno exercício da profissão. A relação com a imprensa já começa da pior maneira para os trabalhadores. Enquanto isso, a maioria dos grandes veículos privados transparece apoio à agenda política predatória apresentada por Bolsonaro. Será preciso vigilância, coragem e união da categoria para preservar os fundamentos da nossa profissão e informar toda população de forma ética, diversa e responsável.

Precisamos seguir vigilantes frente a um governo que aposta nos cortes de direitos sociais, principalmente previdenciários e trabalhistas, e impõe uma obscura agenda reacionária de desrespeito aos direitos humanos e à diversidade social. A política apresentada é de extermínio do Estado social para abrir as portas a um liberalismo de coturno, coberto com manto do fundamentalismo religioso.

Não podemos nos furtar a exercer nosso dever enquanto jornalistas, de lutar em defesa da liberdade de imprensa e expressão, contra as opressões, contra o machismo, homofobia, racismo e em defesa das minorias e da Declaração Universal dos Direitos Humanos, conforme prevê o Código de Ética da nossa profissão.

Além disso, se faz fundamental a solidariedade a todas trabalhadoras e todos trabalhadores, em especial aqueles serão mais afetados pelas nefastas políticas econômicas e de retiradas de direitos já anunciadas, como mulheres, LGBTs, negras e negros, indígenas e quilombolas. Só será possível resistir aos ataques e construir uma sociedade democrática para todos e todas se caminharmos juntos. Ninguém solta a mão de ninguém.

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