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Publicado em Quarta, 21 Outubro 2026 23:42
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Nós, trabalhadoras e trabalhadores da EBC, reafirmamos a defesa da Comunicação Pública como uma exigência Constitucional (Art.223), e não como um capricho de qualquer governo.

No contexto do atual processo eleitoral, repudiamos todas as falas e projetos de candidatos, ou de integrantes das campanhas de candidatos, contrárias à Empresa Brasil de Comunicação (EBC), em especial, as relacionadas à privatização ou extinção da empresa.

A EBC precisa ser fortalecida como um dos Pilares da democracia deste país. Afinal, ela oferece um serviço único para a cidadania que nenhuma outra empresa privada pode prestar. A EBC é a alternativa à comunicação empresarial que deve obediência cega ao lucro dos acionistas e proprietários.

As recentes relações de subordinação de veículos de mídia privados ao banqueiro Daniel Vorcaro reforçam ainda mais a importância da Comunicação Pública, única que ainda passa desenho animado na TV aberta depois que as emissoras comerciais abandonaram os conteúdos infantis após restrições à propaganda voltada às crianças.

O avanço da desinformação nas redes sociais é outra razão para o fortalecimento da EBC que, por meio do jornalismo público, contribui para oferecer a população uma informação íntegra e confiável.

A EBC levou a TV pública digital a mais de 10 milhões de pessoas em 147 municípios. Graças a emissora pública, o Amazonas foi o primeiro estado com sinal em todas as cidades. Pequenos e grandes jornais, digitais ou radiofônicos, usam os conteúdos da Agência Brasil e da Radioagencia Nacional para compor suas programações.

Importante destacar ainda a importância das rádios da EBC, Rádios MEC e Rádios Nacional, entre elas, a Rádio Nacional da Amazônia que leva informação à locais que as emissoras privadas não tem interesse em cobrir por não dar retorno financeiro.

Outros serviços fundamentais para cidadania prestados pela EBC são a TV Brasil e TV Brasil Internacional. A empresa também é responsável pela gestão da Rede Nacional de Comunicação Pública, que conecta emissoras públicas e educativas de todo o país, assim como pela gestão de acervos audiovisuais que formam a memória do povo brasileiro.

É preciso destacar ainda os veículos estatais, como Canal Gov, Canal Educação, Agência e Rádio Gov e o Voz do Brasil, que cumprem a função de dar transparência aos atos dos governos para a sociedade.

Por tudo isso, defendemos o fortalecimento da EBC e enxergamos como retrocesso inaceitável qualquer política que desmonte a empresa ou a conduza a extinção ou privatização. O fortalecimento da Comunicação Pública no Brasil só é possível por meio de investimentos e da valorização das e dos trabalhadores, que devem ingressar na empresa por meio de concurso público, como manda a Constituição. Aliás, o concurso público da EBC é para já em função de mais de 13 anos sem novos certames.

Por fim, reconhecemos o risco que a empresa e os trabalhadores correm em meio a forte pressão do mercado financeiro por cortes de gastos da União com objetivo, não de melhorar a vida do povo, mas unicamente com o intuito de reservar o orçamento público para rolagem da dívida que esse mesmo mercado financeiro controla.

A EBC não é do governo. A EBC é do povo. É da sociedade brasileira!

Trabalhadores e trabalhadoras da EBC em assembleia geral conjunta no Distrito Federal, em São Paulo e no Rio de Janeiro, em 21 de outubro de 2026.

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