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Os trabalhadores da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) participaram de mais uma assembleia no início da tarde de hoje, 21/11. Em greve desde o dia 14 de novembro, os empregados das praças de Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro decidiram, por unanimidade, manter a paralisação. A greve foi deflagrada por conta das propostas de congelamento nos salários, corte de benefícios e retirada de direitos.

Além da defesa dos direitos dos trabalhadores, a mobilização também é contra o desmonte da comunicação pública. Desde a tomada do governo por Michel Temer (PMDB), propostas como a alteração da estrutura administrativa da empresa, prática de censura, sucateamento da EBC, assédio, entre outras, se tornaram rotineiras dentro da empresa.

Durante os oito dias de greve, os trabalhadores mantêm uma agenda intensa de discussões sobre os direitos que a empresa quer retirar dos empregados, mas também sobre o futuro da comunicação pública no país.

Mediação com o TST

Representantes dos sindicatos e da Comissão de Empregados seguem tentando um diálogo para agilizar a mediação com o Tribunal Superior do Trabalho (TST). No dia 16/11, a direção da empresa informou que as negociações seriam suspensas por causa da greve.

Apitaço

Os trabalhadores de Brasília, após participarem da assembleia, realizaram um apitaço nos corredores da empresa. Amanhã 22/11, às 13h, os empregados voltam a se reunir em assembleia. Também será realizado um ato em frente ao Ministério do Planejamento.

Entenda o que está em jogo

A data-base dos jornalistas e radialistas é 1º de novembro. Os trabalhadores reivindicam 4,5% de reajuste para repor a inflação do período e perdas acumuladas. Porém, após oito rodadas de negociação, a direção da EBC não aceita reajustar nenhuma das cláusulas econômicas. Além dos salários, os trabalhadores ficariam sem reajuste em benefícios como ajuda-alimentação, auxílio às pessoas com deficiência, auxílio-creche e seguro de vida em grupo.

No 'pacote de maldades' da empresa também estão ataques aos tickets extras (pago somente em dezembro e junho), à garantia de translado aos trabalhadores por questões de segurança, à complementação de auxílio previdenciário, à realização de homologações das rescisões de contrato nos sindicatos, ao vale-cultura, à multa pelo descumprimento do acordo coletivo.

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