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Publicado em Sexta, 20 Janeiro 2017 16:43
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O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal, a Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial do Distrito Federal (Cojira-DF), o Coletivo de Mulheres Jornalistas do DF, o Movimento Negro Unificado/DF, a Pretas Candangas, e a Frente de Mulheres Negras do Distrito Federal e Entorno repudiam a atitude racista e machista do ex-apresentador Marcos Paulo Ribeiro, o "Marcão do Povo” do Programa "Balanço Geral" da TV Record, que ofendeu moral e racialmente a cantora Ludmilla. 

No último dia 9 de janeiro, durante o quadro "A hora da venenosa", “Marcão do Povo” teceu comentário sobre Ludmila afirmando que a cantora combinava desculpas com os garçons de um restaurante para evitar fotos com fãs e se referiu a ela como “macaca”.

Nos solidarizamos com Ludmilla que, de forma imediata e firme, reagiu nas redes sociais, denunciando o fato lamentável e demonstrado justa indignação. A atitude do ex-apresentador contra a cantora teve repercussão imediata nas redes sociais, com internautas declarando seu irrestrito apoio à Ludmilla, utilizando a hahstag #ProcessaLudmilla, ficando entre os assuntos mais comentados no Facebook e no Twitter.

Pressionada por tal repercussão nacional, a TV Record, que só se pronunciou a respeito da atitude racista do apresentador após Ludmilla ter registrado queixa na delegacia, decidiu por demitir “Marcão”. No entanto, sabemos que programas como o “Balanço Geral”, conhecidos como policialescos e mantidos há anos pela Record e outras emissoras de TV, são marcados por uma linha editorial que desrespeita os direitos humanos e reforça a opressão de gênero e raça.  

Por se tratar de uma pessoa famosa, a atitude de Ludmila, mulher e negra, contribui para a ideologia da defesa da igualdade racial e dos combates ao racismo e ao machismo, temas na maioria das vezes mascarados ou minimizados.

Visibilidade é um dos instrumentos poderosos na pauta da igualdade racial. A Cojira-DF, especialmente, analisa com importância a postura das mídias nesse tema, ou seja, prima pela defesa do princípio de uma comunicação social imparcial, plural e democrática.

Esperamos que, a partir desse episódio, que não é inédito na mídia, as empresas implementem políticas de seleção e formação que levem em conta a defesa da igualdade racial e de gênero e o combate ao racismo. Essa responsabilidade não é individual. Trata-se de uma responsabilidade coletiva e empresarial, que deve estar expressa no aumento do número de profissionais negros e negras, bem como no tratamento digno às pessoas negras mencionadas nas reportagens, inclusive nos programas policiais.

Que a cantora Ludmilla e a família tenham serenidade e persistência no enfrentamento desse episódio e na luta do combate ao perverso e nefasto racismo à brasileira.

Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal

Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial do Distrito Federal

Coletivo de Mulheres Jornalistas

Movimento Negro Unificado/DF

Frente de Mulheres Negras do DF e Entorno

Pretas Candangas

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