Depois de ameaça de paralisação, o Jornal de Brasília creditou a primeira parcela do 13º salário na sexta-feira, 2/12, com dois dias de atraso. A deliberação da possível paralisação foi determinada pelos funcionários em assembleia realizada na quinta-feira, 1/12, já que os atrasos de salários têm sido recorrentes por parte da empresa. A preocupação agora é com o recebimento do salário de novembro que deverá ser efetuado na próxima quarta-feira, 7/12. Os jornalistas do veículo irão tratar do assunto em assembleia nesta terça-feira, 6/12.
Entenda o caso
Em outubro o pagamento foi feito com 17 dias de atraso. Os atrasos de salários têm se tornado recorrentes no veículo. Por conta do atraso de outubro, o setor jurídico do Sindicato ajuizou uma ação para cobrar o pagamento da multa de 3% por conta do atraso do salário setembro (regra prevista na Convenção Coletiva de Trabalho, na cláusula quinta – parágrafo primeiro).
Comissão dos Trabalhadores
A Comissão dos Trabalhadores se reuniu com a diretoria do jornal antes da última assembleia. A empresa justificou, mais uma vez, que o problema é da crise financeira do setor e, especificamente, do jornal. Sobre o fechamento do veículo, a direção refutou os boatos de que o Jornal de Brasília irá encerrar suas atividades.
“É muito preocupante a situação financeira do Jornal de Brasília, bem como seus reflexos para os jornalistas que lá trabalham. O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal reitera que, em hipótese alguma, os trabalhadores devem ser prejudicados, e refuta eventuais demissões que possam ocorrer, sob alegação de contenção de custos. A empresa já realizou um corte drástico de praticamente 50% dos jornalistas em maio deste ano e a sua redação tem trabalhado no limite para manter a qualidade editorial do impresso. Esperamos que a direção do jornal mantenha o diálogo com a comissão criada pelos jornalistas e que trate a situação com transparência”, disse Ricardo Mignone, diretor do SJPDF
FGTS
Outro problema enfrentado pelos funcionários do JBr é a regularização do FGTS. Relatos dos trabalhadores conferem que existem pendências deste benefício desde o mês de maio. No entanto, a empresa ainda não apresentou nenhuma solução para o problema.