O Supremo Tribunal Federal (STF) decidirá nesta quarta-feira (9) à tarde sobre a liberação da terceirização na atividade-fim, a principal, das empresas. Se decidir a favor, o STF praticamente acaba com a CLT, permitindo a subcontratação generalizada e precarizando nocivamente as relações de trabalho, atingindo salários, jornada de trabalho e saúde do trabalhador.
Para os dirigentes CUTistas, os patrões e governos enganam os trabalhadores e passam uma falsa ideia de que a subcontratação generalizada pode gerar mais empregos, quando, na verdade, precariza todos os serviços.
Além disso, a subcontratação aumenta a desigualdade entre trabalhadores, criando subcategorias profissionais. Essa subdivisão de categorias e sindicatos enfraquece a organização dos trabalhadores dando mais poder aos patrões para retirar direitos.
Para o dirigente da Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Centro Norte (Fetec CUT/CN), Washington Henrique, neste momento é ainda mais necessário realizar o enfrentamento. “Mais que nunca precisamos alertar a população para os perigos que nos cercam e, principalmente, nos mobilizar. Precisamos nos opor aos grandes veículos de comunicação e fortalecer a informação que realmente interessa. Por isso, estamos realizando esse trabalho junto à população. Precisamos alertá-los para lutar e defender nossos direitos”, afirma.
Na quarta-feira (9) a CUT realizará uma grande vigília em frente ao STF para pressionar os ministros contra os retrocessos. Essa manifestação antecede à greve geral marcada para sexta (11) para protestar contra golpistas e usurpadores de direitos.
Fonte: CUT Brasília