De acordo com O Estado de S. Paulo, Recondo, sócio do site jurídico Jota, era repórter do jornal em 2013, quando foi chamado de "palhaço" por Barbosa. O magistrado também disse que ele deveria "chafurdar no lixo".
O caso foi a julgamento na 4ª Câmara Cível do TJ-DF na última quinta-feira (29/9) e o desembargador Fernando Habibe sugeriu que o jornalista deveria processar a União, uma vez que Barbosa estava à frente do Supremo, nas dependências do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
O desembargador Cruz Macedo, que é relator do caso, não concordou com o argumento de Habibe. Ele destacou que o ex-presidente do STF não atuava na Corte ou como juiz ao chamar o jornalista de "palhaço". A tese foi seguida pelo presidente da Câmara, Sérgio Rocha.
O argumento de Habibe contou com o apoio do desembargador Rômulo de Araújo Mendes e pode sevir de pretexto para que o TJ-DF não enfrente o mérito do processo. Como havia somente quatro desembargadores, em razão da suspeição do quinto integrante, o julgamento foi suspenso e deve ser retomado nas próximas semanas.
Caso a tese de que Joaquim Barbosa não seja, preliminarmente, o responsável pelos possíveis danos causados ao jornalista, Recondo terá de processar o Estado brasileiro. A medida também valeria para casos semelhantes.