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Foi realizada no dia 5/8 mais uma reunião entre a direção do Correio e a comissão de trabalhadores criada para acompanhar a crise financeira da empresa e as propostas de solução das pendências trabalhistas. Do encontro também participaram representantes do Sindicato dos Jornalistas. Na ocasião, os profissionais cobraram a regularização do FGTS, o pagamento do auxílio-alimentação do mês e o repasse integral do salário dos editores, que em agosto foi feito pela metade.

Os representantes da empresa afirmaram que ainda estão em busca de recursos que viabilizem a solução do problema do depósito do FGTS. Estão sendo procurados novos investidores para a compra da parte restante das debêntures emitidas no mês passado. Foi cobrada da empresa uma solução imediata pelo menos nos casos em que os profissionais necessitam sacar alguma quantia para financiamento imobiliário. Tais situações serão avaliadas, prometeram os diretores do Correio.

No caso do pagamento do auxílio-alimentação e dos salários dos editores, o diretor-administrativo, Leonardo Moisés, informou que espera poder normalizar a situação até o dia 18 e que uma nova posição será dada por volta desta data. Os integrantes da comissão reclamaram da irregularidade nos pagamentos dos editores e também lembraram que ainda há casos de free lancers que precisam ser confirmados para ver se não há atrasos.

Os jornalistas do veículo voltaram a colocar a preocupação com o futuro da empresa. A solução da emissão de debêntures, que permitiu a quitação de parte da dívida bancária e de algumas obrigações trabalhistas (veja abaixo), deu um fôlego à empresa mas ela segue como dívida e uma normalização definitiva passa pelo equilíbrio nas contas.

O coordenador-geral do SJPDF, Wanderlei Pozzembom, questionou se há no horizonte qualquer perspectiva de demissão dos jornalistas. Os representantes da empresa afirmaram que seguem fazendo ajustes, preservando a redação, e que esperam sair da situação mais crítica para algo mais equilibrado em breve.

Histórico

A crise financeira do Correio não é nova, mas se acentuou nos últimos meses. A empresa não conseguiu pagar a diferença salarial retroativa da Convenção Coletiva de Trabalho 2015/206, bem como a Participação nos Lucros e Resultados. Foram realizadas várias reuniões e assembleias no primeiro semestre. Frente à proposta de parcelamento dessas duas pendências e do não pagamento dos jornalistas free lancers, os profissionais da redação realizaram duas paralisações históricas em junho.

Com elas, a empresa alterou seu cronograma para adiantar os pagamentos e implantou um cronograma de regularização dos repasses aos jornalistas free lancers. Com a emissão de debêntures, o Correio pagou o restante das obrigações, restando o FGTS e problemas como os mencionados anteriormente.

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