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Em nova mesa de negociação da Convenção Coletiva de Trabalho 2016/2017 entre os sindicatos dos Jornalistas do DF e das Empresas de Televisões, Rádios, Revistas e Jornais do DF (Sinterj-DF), que ocorreu no dia 13/7, os patrões mantiveram a lamentável postura de não sair dos mesmos 5% no reajuste salarial do início das negociações. Uma nova assembleia foi marcada para o próximo sábado, às 9h30, no Espaço Multiuso do SJPDF.

A proposta de diminuir pela metade a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) foi mantida, com uma alteração. Os empresários continuaram com a oferta do teto de R$ 1.350 e do piso de R$ 900 e acrescentam um mínimo de R$ 1.100 para quem recebe o piso salarial. 

Outra sugestão apresentada à pauta patronal foi em relação à compensação de horas-extras. Os empresários propõem a permissão de compensação de até 60 horas por mês, no período de até 180 dias fora do mês de realização da hora-extra.

A categoria reivindica um reajuste de 12,33% (resultado do índice da inflação calculado com base no INPC, de 9,91%, mais 1,42% de recuperação de perdas do ano passado e 1% de ganho real). Em relação ao piso, os trabalhadores solicitam o valor R$2.500. Para a Participação nos Lucros e Resultados (também conhecida como abono), o teto é de R$ 2.900 e o piso de R$2.400 (Confira abaixo o quadro comparativo de propostas).

Sem alterar a proposta de reajuste salarial, a oferta dos patrões é considerada irrisória pela direção do SJPDF. O sindicato patronal desconsidera a forte recusa da categoria  à proposta de reajuste de 5% nas duas consultas realizadas nas redações, índice muito abaixo do que os jornalistas reivindicam e significaria uma perda de 6,32% em dois anos (4,91% em 2016 além dos 1,42% do ano passado).

 “A prova de que os patrões não estão querendo avançar nas negociações é que nas duas últimas reuniões nem todas as empresas participaram. Isso demonstra que eles não têm pressa para fechar o acordo e querem cansar a categoria”, afirma Wanderlei Pozzembom, coordenador-geral do SJPDF. 

"Em estados como Minas Gerais, onde há várias empresas semelhantes, o sindicato patronal já chegou a 7% nas cláusulas, enquanto aqui ainda estão empacados nos 5%", critica Leonor Costa, coordenadora-geral da entidade. "A alteração na PLR é uma 'vírgula', pois não resolve o fundamental: a tentativa das empresas de reduzirem os valores dessa cláusula pela metade. Isso é inaceitável", acrescenta Jonas Valente, coordenador-geral do SJPDF. 

Mobilização

No próximo sábado, 23/7, haverá assembleia para avaliar a negociação da Convenção Coletiva de Trabalho 2016/2017, às 9h30 na sede da entidade. Além de apresentar a nova proposta para a categoria, a diretoria voltará a discutir estratégias de mobilização. O SJPDF ressalta que a mobilização da categoria será fundamental para pressionar as empresas a apresentarem novas propostas para os trabalhadores.

Comparação de propostas

   
  Proposta dos trabalhadores Proposta dos Patrões
Reajuste INPC (9,91%) + 1,42% de perda do ano de 2015 + 1% de ganho real 5% de aumento
Piso RS 2.500 R$ 2.359 (5%)
PLR 50% da remuneração  
    - Teto - R$ 2.900
    - Piso - R$ 2.400

35% da remuneração

Teto – R$ 1.350

Piso – R$ 900

Para o jornalista que recebe o piso será garantido o mínimo de R$1.100

Auxílio-alimentação Mínimo de R$ 380 por mês (R$ 19 por dia) e, para quem ganha mais do que isso, reajuste segundo o INPC Nenhum aumento (manter os R$ 260 da convenção anterior
Auxílio-creche Mínimo de R$ 500 e reposição segundo INPC . Educação para quem recebe além desse valor R$ 450 (7,1%)
Seguro de vida Reajuste de 14,42% Reajuste de 7%

Resumo da Pauta dos trabalhadores

Reajuste - INPC + 1,42% de perda do ano de 2015 + 1% de ganho real

Piso -R$ 2.500
PLR - 50% da remuneração 
    - Teto - R$ 2.900
    - Piso - R$ 2.400
Auxílio-alimentação - Mínimo de R$ 380 por mês (R$ 19 por dia) e, para quem ganha mais do que isso, reajuste segundo o INPC refeição fora de casa
Auxílio-creche - Mínimo de R$ 500 e reposição segundo INPC Educação para quem recebe além desse valor

Seguro de vida – Reajuste de 14,42%

Contribuição assistencial - R$ 1% para os jornalistas sindicalizados, com direito de recusa para quem é associado em dia.

Cláusulas sociais

1) horas extraordinárias- adicional de 90% e compensação na mesma medida;

2) Licença-maternidadede 180 dias;

3) Licença-paternidadede 30 dias;

5) Garantia de Emprego e estabilidade(multa de 3 remunerações para cada demissão imotivada; jornalista demitido terá o direito a seis meses de plano de saúde contratado e proibição de demitir mais de 5% do setor no mesmo mês)

6) Cláusula de consciência(o direito de se recusar a executar quaisquer tarefas em desacordo com os princípios do Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros (a chamada cláusula de consciência), bem como de não assinar aquela reportagem que julgar ter tido interferência na edição que tenha descaracterizado o texto).

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