Os jornalistas do Fato Online completaram quatro meses de greve nesta quarta-feira, 29. O movimento foi deflagrado em fevereiro por conta de atraso de três pagamentos (dezembro, janeiro, fevereiro) e do 13º salário. Uma equipe composta por 75 jornalista foi prejudicada e até agora o caso não foi resolvido. Alguns profissionais ingressaram com ações individuais na justiça e o Sindicato ajuizou uma ação coletiva que atende reclamações de 16 jornalistas. A primeira audiência desta ação está marcada para o dia 8/7.
Além dos atrasos salariais, a má gestão do veículo comandada pelo empresário Sílvio de Assis também conta com casos de contratações irregulares e excesso de horas-extras executadas pelos funcionários, que às vezes trabalhavam mais de dez horas por dia. Por estes motivos, a ação coletiva impetrada pelo Sindicato solicita também o reconhecimento de vínculo empregatício, horas-extras e rescisão indireta. Outro pleito pedido é uma indenização por dano moral estimada em R$ 10 mil para cada trabalhador. É reivindicada também multa de 1% ao mês, totalizando 4%, conforme preza a Convenção Coletiva de Trabalho dos Jornalistas.
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Histórico do caso
A primeira informação sobre atrasos de salários dos jornalistas do Fato Online chegou ao Sindicato em novembro. A cobrança foi realizada pelo Sindicato por meio de ofício e os salários foram depositados somente no fim de novembro. Em dezembro, os jornalistas começaram a não receber mais. As parcelas do 13º salário também não foram depositadas. Depois de repetidas promessas de pagamento e cobranças, inclusive com denúncia do Sindicato ao caso no Ministério Público de Trabalho, uma assembleia foi realizada em 29/1 para decidir quais seriam as novas estratégias dos trabalhadores. Os jornalistas decidiram que se o dinheiro não estivesse na conta até o fim do expediente bancário, 4/2, eles iriam cruzar os braços a partir das 17 horas daquele dia até a 0 hora de sábado, 6/2, permanecendo toda a sexta-feira parados. E foi o que ocorreu. A empresa não solucionou o problema e apresentou uma proposta que foi muito criticada pelos profissionais no fim de fevereiro. Em 29 de fevereiro, os jornalistas entraram em greve e permanecem até hoje. Uma ação coletiva foi impetrada na Justiça do Trabalho pelo SJPDF no dia 17/3. Outros jornalistas optaram em entrar com ações individuais. Até o presente momento, os donos da empresa não entraram em acordo com os funcionários e não pagaram nenhum salário atrasado.