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Nota: é preciso renovar a Fenaj para aproximá-la da categoria

Em 2010, um grupo de jornalistas resolveu montar uma chapa por acreditar que era preciso dar novo rumo ao Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal (SJPDF). Controlada pelo mesmo grupo por muitos anos, a direção da entidade se acomodou e passou a não mais responder a contento aos desafios da categoria e à ofensiva contra seus direitos. 

Na Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), vemos um quadro semelhante. O mesmo grupo está há cerca de 30 anos no poder e o que vemos é que se distanciou dos jornalistas. Sabemos da diferença de papéis entre a Federação e os sindicatos, mas a Fenaj se restringiu à luta pela retomada da obrigatoriedade do diploma para o exercício. Uma bandeira fundamental, mas que não resolve os inúmeros problemas pelos quais passamos. 

Até mesmo a carteirinha da Federação, único instrumento de relação que muitos jornalistas possuem com a entidade, passou a ser um problema diante da burocratização dos procedimentos para a renovação. Há muitas reclamações da categoria.

Dar resposta aos problemas da categoria

Temos vivido um cenário de demissões, de ofensiva das empresas para impor perdas e reduzir direitos. Até mesmo a segurança virou uma preocupação, com profissionais sendo agredidos em manifestações. Passamos a figurar em rankings de piores profissões.

Tornou-se comum reclamar da nossa desunião e das nossas condições de trabalho. Sabemos que mudar este quadro é responsabilidade de todos nós, mas a Fenaj tem o dever de coordenar as lutas nacionais da categoria em defesa de nossos direitos. E isso não tem ocorrido. 

Diante das demissões, não vimos ações da Fenaj para além das notas e de esparsos atos. No caso da segurança dos jornalistas, o mesmo descaso. Assim também no caso de desrespeito à jornada, fraudes nos vínculos trabalhistas e assédio moral.

Enquanto o Sindicato dos Jornalistas do DF lançou uma campanha para os profissionais em assessoria de imprensa, a direção da Fenaj não promoveu iniciativa semelhante em âmbito nacional.

A Fenaj também não possui qualquer debate sobre a realidade dos jornalistas no setor público. Enquanto isso, o SJPDF tem atuado fortemente defendendo melhores condições e autonomia em veículos públicos e cobrado do governo federal e de outros poderes o cumprimento da jornada e a regulamentação da profissão. 

Precisamos de uma Federação que paute a categoria, que compreenda as mudanças para dar resposta concreta às demandas. Em um cenário de transformações, vemos esses desafios crescerem. Neste momento em que nos sentimos ameaçados enquanto categoria, nossa entidade máxima não pode estar acanhada ou acomodada. 

Por isso apoiamos a “Chapa 2 - Hora de reagir: renovar a Fenaj em defesa dos jornalistas”.

Ela é encabeçada por um dos coordenadores-gerais do SJPDF, Jonas Valente, e pelos diretores do Sindicato Leonor Costa, Marcos Urupá, Renata Maffezolli, Gésio Passos e Reginaldo Aguiar. Assim como renovamos o Sindicato do Distrito Federal, acreditamos que a chapa 2 pode fazer o mesmo com a FENAJ.

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