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Publicado em Terça, 14 Junho 2016 16:36
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A pesquisa “Desigualdade de Gênero no Jornalismo”, iniciativa do Sindicato dos Jornalistas do DF realizada neste ano, revelou um dado preocupante sobre assédio moral contra mulheres nas redações/assessorias de imprensa do país. Das 535 que participaram do levantamento pela Internet, 417 (77,9%) disseram ter sofrido algum tipo de assédio moral por parte de colegas ou de chefes diretos. Essa prática também é uma das reclamações mais frequentes no canal da Ouvidoria do SJPDF.

Em post divulgado sobre a pesquisa no facebook do Sindicato vários profissionais não exitaram em declarar que já sofreram algum tipo de assédio no seu local de trabalho. Em alguns comentários os internautas dizem que quando reagiram sofreram represálias e, muitas vezes, foram demitidos. A demissão é um dos motivos que leva os trabalhadores não denunciarem a prática. No entanto, o Sindicato alerta que quando praticado o assédio moral pode trazer sérios danos na vida do trabalhador. Por isso ele deve ser combatido. E a solução para o problema só ocorre quando o trabalhador denuncia (veja a quem recorrer abaixo).  

Preocupado com o número de reclamações sobre esse problema, o SJPDF lançou no dia dos jornalistas, 7 de abril, uma cartilha sobre o assunto para que os profissionais saibam o que caracteriza o assédio moral, conheçam os prejuízos que ele causa, compreendam como comprovar essa prática na Justiça e se familiarizem com os canais de denúncia.

>>>> CONFIRA A CARTILHA AQUI <<<<<.

Denúncia: quebrar a barreira do medo

O Sindicato sabe da realidade de jornalistas que sofrem assédio moral mas não denunciam por medo de perder seus empregos. A própria ameaça de demissão ou cultura de intimidação dos chefes faz parte do ambiente de assédio. E cria um círculo vicioso: o chefe promove relações abusivas e ameaça retaliar quem questionar, o trabalhador aceita esta situação e o chefe se sente mais à vontade para aprofundar o tratamento assedioso. E com isso o trabalhador passa a viver uma situação que agride sua dignidade, trazendo prejuízos de diversos aspectos.  

Por isso, a despeito dos riscos que existem, a diretoria do Sindicato entende que é preciso quebrar a barreira do medo e denunciar o assédio moral. Somente a partir da denúncia o SJPDF pode avaliar, em conjunto com o assediado, a melhor alternativa. Em alguns casos, uma pressão política ou administrativa resolve. Em outros, é preciso entrar com ação na Justiça contra o assediador. Não há fórmula e tal decisão depende da disposição do assediado.  

O jornalista que quiser denunciar algum caso de assédio poderá utilizar o canal da ouvidoria do Sindicato (www.sjpdf.org.br/ouvidoria), enviar um e-mail para O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.ou fazer contato direto por telefone (3343-2251). Não é obrigatório se identificar e a entidade garante o sigilo. Mas o jornalista deverá deixar um contato para que ocorra o diálogo. Independente de entrar ou não com uma ação, o jornalista também pode buscar auxílio jurídico junto à entidade.

Conceito segundo a OIT

A Organização Internacional do Trabalho (OIT, 2003) descreve o assédio moral como o comportamento de alguém, para rebaixar uma ou mais pessoas, através de meios vingativos, cruéis, maliciosos ou humilhantes. São críticas repetitivas e desqualificações, isolando-o do contato com o grupo e difundindo falsas informações sobre ele.

Impactos na saúde do trabalhador

Um dos estudos mais completos sobre os impactos provocados pelo dano moral à saúde do trabalhador foi realizado pela Margarida Maria Silveira Barreto. Intitulado "Violência, Saúde e Trabalho: uma Jornada de Humilhação", tese de mestrado defendida em 2000, na Pontifícia Universidade de São Paulo (PUC/São Paulo), o trabalho de Margarida avaliou  a saúde de 2.072 pessoas entrevistadas (1.311 homens e 761 mulheres) que, em seus locais de trabalho, eram submetidos a relações opressivas. 

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