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O Sindicato dos Jornalistas do DF faz última chamada para as mulheres jornalistas responderem à pesquisa da entidade sobre desigualdade de gênero no Jornalismo. Mais de 500 mulheres de vários estados brasileiros já participaram do levantamento que foi lançado em março pelo Sindicato. O objetivo da entidade é avaliar a quantas andam o cumprimento dos direitos das mulheres dentro das redações e assessorias de imprensa/comunicação, além da incidência de casos assédios moral e sexual, machismo, racismo e preconceito com mulheres gestantes. A pesquisa é uma iniciativa do Coletivo de Mulheres Jornalistas do Sindicato.

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Embora as mulheres sejam a maioria entre os jornalistas no Brasil, atingindo um percentual de 64% da categoria, ainda recebem salários menores que os seus colegas e não ascendem aos postos de comando nas várias redações e assessorias de imprensa do país. Os homens continuam sendo a maioria a ocupar os cargos mais altos e, por consequência, a definir a linha editorial dos veículos de comunicação. Nesse sentindo, além de buscar a igualdade, a melhoria na abordagem dos assuntos de gênero nos meios de comunicação e dar voz às mulheres estão, também, entre os principais desafios do SJPDF como entidade representativa dos e das jornalistas do DF.

É importante destacar, ainda, que a realidade da nossa categoria é a mesma do cenário geral do mundo do trabalho. Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de 2012, o rendimento médio da mulher brasileira equivale a 72,3% da renda média dos homens, ou seja, o salário das mulheres permanece 28% inferior aos dos seus colegas. No estudo, o rendimento médio dos homens foi registrado em R$ 1.857,63, enquanto que o das mulheres era R$ 1.343,81, apesar de terem mais escolaridade. Esses números expõem uma dura realidade que precisa ser superada.

Sobre a representatividade da mulher na mídia, a pesquisa “Investigação sobre o impacto da representação de gênero no cinema e na televisão brasileira” divulgada hoje (8/3) pelo Instituto Geena Davis aponta que cerca de 51% dos brasileiros dizem que filmes e programas televisivos incentivam o desrespeito e o assédio a mulheres em ambientes de trabalho. Quase metade deles acredita que os programas de entretenimento têm impacto negativo nas práticas de assédio a mulheres nos locais de trabalho. Cerca de 73% acreditam que as mulheres são mostradas de maneira exageradamente sexualizadas no cinema e na TV, “reduzidas a seios e bundas”, com poucas roupas e como pessoas pouco inteligentes.

Em se tratando de violência, 60 mil mulheres são assassinadas no mundo todos os anos - e a América Latina tem uma das taxas mais altas de feminicídio no mundo. No Brasil, são 4,8 assassinatos de mulheres a cada 100 mil habitantes. Em relação às denúncias realizadas pelo 180 da Secretaria de Políticas para Mulheres da Presidência da República, nos primeiros dez meses de 2015 foram recebida 63.090 denúncias. Deste registro, quase metade corresponde a denúncias de violência física.

Por todos os motivos apontados acima, o Sindicato quer identificar como as mulheres jornalistas têm sido tratadas em seus ambientes de trabalho e quais são suas principais queixas. O questionário possui perguntas rápidas e fechadas. O objetivo é que o instrumento aponte números desse universo e também dê luz a novas ações da entidade direcionadas especificamente para as jornalistas.

 

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