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Jornalistas do Correio Braziliense aprovaram em assembleia nesta quinta-feira, 10/12, a proposta da criação de uma “comissão de crise” para conhecer melhor e acompanhar os problemas financeiros da empresa e as iniciativas para resolvê-los. Com atrasos nos salários e na primeira parcela do 13º, além do não recolhimento do FGTS e de demissões durante o ano, os funcionários acreditam que a proposta é inovadora e garantirá não só a ciência da situação do veículo por parte dos funcionários como também tornará a gestão da empresa mais participativa e transparente. 

A intenção é que a Comissão seja aberta para representantes de diferentes áreas do Correio. Os jornalistas querem uma resposta da direção do jornal sobre a proposta até o dia 18 de dezembro. Caso a resposta seja negativa, os profissionais deliberaram também na assembleia autorizar o Sindicato a ajuizar ação cobrando recolhimento do FGTS, a pedir multa pelo atraso do 13o e até mesmo a solicitar a intervenção do Ministério Público do Trabalho junto ao veículo. Nesse cenário, os trabalhadores se reuniriam novamente para discutir medidas, inclusive a aprovação de um Estado de Greve.  

“O controle social se torna importante, visto que a gestão do jornal tem pecado na comunicação com seus funcionários. Não ficamos sabendo que não receberíamos a primeira parcela do 13º e quando não foi efetuada tivemos dificuldade de obter informação sobre os motivos e de quando será o pagamento. A empresa precisa ser mais sincera e transparente com seus empregados”, afirmou um dos jornalistas que participou da assembleia. 

Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) 

Também foi discutido na assembleia um TAC com o Correio Braziliense sobre plantões, descanso semanal remunerado e intervalo intrajornada. O acordo foi firmado em março com o objetivo de sanar algumas irregularidades dentro do jornal (confira mais sobre o TAC aqui). Os jornalistas informaram que os descansos semanais não têm ocorrido conforme estipula o TAC, visto que os jornalistas chegam a fazer até dois plantões (trabalho no sábado e domingo) mensais. O Termo prevê que os trabalhadores devem fazer somente um plantão ao mês. 

Outra reclamação dos funcionários foi o excesso de horas-extras executada por eles. Com a redução das equipes, houve relatos de uma cobrança maior pela produção sem que haja tempo hábil para isso, o que tem criado pressão inclusive para que a conclusão do trabalho seja feita para além das nove horas máximas permitidas segundo o TAC. 

Posição da Empresa

Depois das irregularidades nos pagamentos, a direção do SJPDF solicitou reunião com a empresa para tratar do caso. No encontro, o jornal afirmou que o pagamento da primeira parcela do 13º será depositado no dia 20/12 e que os salários que não haviam sido repassados seriam pagos nesta semana. A empresa afirmou ainda que irá regularizar o FGTS dos trabalhadores até 15 de março.O problema do recolhimento do FGTS é antigo. Em julho de 2014, o Sindicato oficiou o Correio a partir de relatos de que havia atraso no depósito das parcelas do benefício. O Sindicato já tratou do assunto em várias reuniões, mas até agora o problema não foi solucionado.

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