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Três jornalistas foram cerceados pela Polícia Legislativa (PL) na Câmara dos Deputados na tarde desta quarta-feira, 25/11. A repressão ocorreu porque os profissionais estavam realizando a cobertura do ato em repúdio à tragédia de Mariana dentro da casa legislativa. Para não serem agredidos, os jornalistas se refugiaram na sala do PSOL. A PL cercou a liderança do partido durante três horas, impedindo assim a saída dos profissionais que lá estavam.

Segundo Luís Felipe Albuquerque, um dos jornalistas refugiados no PSOL, a polícia começou a agir com truculência contra um pessoal que estava fazendo uma intervenção artística em solidariedade à Mariana. “Nós estávamos fazendo a cobertura e a repressão foi iniciada. Percebemos que estamos impossibilitados de nos manifestar na casa do povo seja por meio da linguagem artística ou jornalística. Somos cerceados e impedidos”, afirmou.

Os jornalistas só foram retirados do local depois que o Sindicato dos Jornalistas do DF, juntamente com líderes partidários do PSOL, do PCdoB e do PT fizeram uma reunião com os responsáveis pela PL e solicitaram uma solução para o problema.

O SJPDF repudia qualquer tipo de cerceamento da liberdade de expressão e alerta que é contrário aos atos de violência contra a categoria e contra a sociedade. “Em relação aos jornalistas, ressaltamos que eles estão no exercício profissional e têm o dever de cobrir temas de interesse público, como é o caso de Mariana. É um absurdo a polícia intimidar uma liderança de partido porque jornalistas estavam lá”, ressalta Wanderlei Pozzembom, coordenador-geral do SJPDF que mediou a situação na Câmara.

O PSOL irá fazer uma representação direcionada à mesa diretora da casa contra o ocorrido. 

Legenda: SJPDF e deputados com dirigentes da câmara e polícia. Crédito: Márcio Garcez

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