O Sindicato dos Jornalistas do DF chama assembleia para a próxima terça-feira, 27/10, às 13h e às 20h, para discutir a nova proposta apresentada pelos patrões na última mesa de negociação da Convenção Coletiva de Trabalho dos Jornalistas 2015/2016, que ocorreu nesta quinta-feira, 22/10.
Na nova oferta, os patrões mantêm os 7% no reajuste salarial, que deverão ser pagos a partir da folha de pagamento do mês da assinatura da CCT. A novidade da proposta fica com o pagamento do retroativo por meio de uma parcela única chamada de “ganho eventual único” de R$ 1.500 para empresas até 100 jornalistas e de R$ 2.000 para empresas com mais de 100 jornalistas, que deverá ser repassado pelas empresas até julho de 2016. Ou seja, este "ganho eventual único" substituiria o retroativo (a diferença de 7% nos salários do período entre a data-base, 1o de abril, e o fechamento do acordo).
No piso, os empresários ampliaram a oferta para 7% de aumento mais abono de R$ 220 reais (contra R$ 200 na última proposta). Outra mudança apresentada pelos patrões foi no reajuste do auxílio-alimentação. Para além do R$ R$ 260 a partir da folha de janeiro de 2016, sem retroatividade, eles propõem que a partir de abril o valor passe para R$ 273. As empresas voltaram a afirmar que estão em dificuldades financeiras, mas colocaram que a nova proposta é resultado da cobrança de exercícios em cima da pauta que está em discussão na mesa.
Segundo Wanderlei Pozzembom, coordenador-geral do SJPDF, a proposta ainda pode sofrer ajustes uma vez que as entidades seguem em diálogo. “A posição do SJPDF é a luta em busca da reposição inflacionária, no entanto, estamos sensíveis ao momento crítico que todo o setor está atravessando. Mas, como sempre dizemos, quem decide se vai ter consulta, o que será votado e o que é a provado é a categoria. Por isso, a assembleia é um momento crucial para definir o que será feito na Campanha Salarial”, destaca.
Confira a propostas dos patrões na íntegra
Dissídio coletivo
O SJPDF ingressou o pedido de dissídio coletivo junto à Justiça do Trabalho. O pedido foi autorizado pela categoria em consulta realizada nas redações. No entanto, como a entidade já alertou, o direito trabalhista exige anuência das duas partes para que os tribunais julguem. O Sindicato patronal, no intuito de dificultar a resolução, informou repetidas vezes que não irá dar a autorização. Mesmo assim, o SJPDF entrou com a solicitação argumentando que há um impasse real no aumento salarial e que os trabalhadores estão sendo prejudicados com isso (confira mais sobre dissídio coletivo aqui).