Diretores do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do DF (SJPDF) estiveram na última segunda-feira, 3/8, com a nova secretária de comunicação do DF, Vera Canfran. Ela foi nomeada após a saída do então secretário da Casa Civil, Hélio Doyle. Os diretores apresentaram um conjunto de pautas que foram apresentadas ainda à campanha de Rodrigo Rollemberg durante as eleições que foram retomadas em reunião com Doyle realizada no início da gestão.
Entre os pontos principais estava o encaminhamento da agenda de políticas de comunicação discutida no Seminário ComunicaDF, realizado em agosto de 2012. Entre as propostas estão a instalação do Conselho Distrital de Comunicação previsto na Lei Orgânica do DF, a criação de um organismo para gerir os veículos públicos de comunicação do DF, com o consequente fortalecimento da Rádio Cultura e a montagem de uma TV Pública distrital e a designação de um fundo para a comunicação alternativa e popular (e que pode ser feito no âmbito da regulamentação da destinação de 10% da publicidade a esses veículos aprovada na Câmara Legislativa).
A secretária afirmou que ainda está tomando pé das discussões realizadas no GDF anteriormente. Solicitou a memória deste processo, que não possui, e mencionou entre os itens da agenda apenas o da transformação da Agência Brasília em uma empresa. Defendeu a necessidade de fortalecer a Rádio Cultura. Os representantes do SJPDF lembraram que há aprovados em concurso que não foram chamados e destacaram a importância da capital possuir sua TV uma vez que é uma das poucas unidades da Federação que não tem veículo como este. A TV Brasil tem cunho fundamentalmente nacional.
Comunicação estruturada
Outro ponto abordado pelos diretores do Sindicato foi a urgência de estruturar a comunicação do GDF. Eles lembraram que o tratamento equivocado vem de outras gestões, o que gerou uma situação precária, sem carreira e calcada em contratações por cargos comissionados. Eles cobraram a realização de concurso, o que poderia ser feito no âmbito do projeto de ampliação da Agência Brasília na forma de empresa. Outro ponto reivindicado foi a normatização do reconhecimento da jornada especial de jornalista, uma vez que isso hoje não existe no caso da categoria mas é adotado para outras profissões.
Quitação de débitos das empresas
Os diretores do Sindicato afirmaram que embora não fosse seu papel estavam preocupados com a quitação dos débitos de 2014 do GDF com as empresas jornalísticas, uma vez que isso poderia se refletir em demissões e em piora das condições de trabalho. Informaram que a falta de pagamento do GDF tem sido usada pelas empresas do setor para tentar impor uma Convenção Coletiva com perdas reais para os trabalhadores nos salários.
A secretária e sua equipe explicaram que o GDF tem buscado repassar os restos a pagar de 2014, mas que ainda há uma outra parte cujo pagamento não está definido. Houve o ensaio do anúncio do cronograma em junho mas isso dependia de acertos com a Câmara Legislativa. Sem estes, houve um recuo e a questão ainda não tem uma definição.
Os representantes do SJPDF destacaram que os repasses precisam ser transparentes até para que as empresas não usem subterfúgios usando como desculpa o problema dos pagamentos da publicidade governamental. A secretária lembrou que os pagamentos depois de dias são registrados no aplicativo de transparência do GDF.
O Sindicato se comprometeu a enviar os documentos já entregues ao GDF para que seja possível avançar no diálogo sobre os temas.