Jornalistas do DF que foram demitidos pelo o Estado de S. Paulo terão direito a um salário de indenização, benefício garantido na rescisão contratual dos jornalistas de São Paulo, onde fica a matriz da empresa. A conquista foi resultado de articulação do Sindicato dos Jornalistas do DF junto à área de recursos humanos do jornal Estado de S. Paulo.
Em junho, o SJPDF esteve na capital paulista para participar de reuniões com o veículo e com mais dois impressos: a Folha de S. Paulo e a Veja. O objetivo foi superar algumas limitações encontradas na resolução dos problemas junto às sucursais em Brasília. Nos encontros foram tratadas a situação de excesso de jornada e o consequente pagamento das horas-extras realizadas, seja em dinheiro, seja na forma de compensação, e a garantia aos profissionais do DF das mesmas condições oferecidas aos jornalistas de São Paulo demitidos recentemente.
Na reunião com o Estadão, Jonas Valente, coordenador-geral do SJPDF, cobrou que o acordo feito com os profissionais desligados de São Paulo fosse estendido aos profissionais do DF. Além de um salário de indenização, os jornalistas de São Paulo também tiveram o direito à utilização do plano de saúde por mais três meses. A empresa levou o pleito para análise na diretoria e deu retorno nesta semana informando que repassaria a indenização aos trabalhadores desligados.
Segundo o jornalista Fábio Brant, que foi dispensado pelo veículo, a atuação do Sindicato foi exemplar. “Eu acho que o SJPDF está fazendo um excelente trabalho em relação às demissões em massa, garantindo aos jornalistas das sucursais os mesmos direitos dados aos jornalistas da empresa matriz”, afirma.