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Sob a alegação da crise financeira enfrentada pelo país e, especificamente, pelo setor de comunicação, as empresas jornalísticas vêm criando no DF dificuldades desde o início das negociações Convenção Coletiva dos Jornalistas do DF. Na última proposta, apresentada na sexta-feira, 26/6, elas ofertaram um reajuste salarial de 7%, percentual abaixo da inflação, que ficou em 8,42% para o período. O mesmo índice foi oferecido na Participação nos Resultados, no piso salarial e no auxílio-creche (confira mais aqui). 

Apesar dos argumentos de crise do país, em outros estados a reposição tem sido assegurada. No Espírito Santo, os reajustes salarial e do piso ficaram em 8,34%, percentual da inflação acumulado no período (veja matéria aqui). A campanha salarial dos jornalistas de Santa Catarina ainda está em andamento. No entanto, a última proposta das empresas prevê o reajuste com reposição da inflação, de 8,34%, além de ganho real de 2,18% parcelado. Aos profissionais que ganham salários maiores que o piso, a proposta patronal é de reposição da inflação, de 8,34%. Os patrões também oferecem um reajuste no piso de 10% retroativo a primeiro de maio de 2015 mais um acréscimo de 0,54% em janeiro de 2016. O Sindicato também reivindica alterações em algumas cláusulas sociais que facilitem o trabalho sindical e garantam direitos da saúde dos trabalhadores, temas ainda em debate junto aos representantes das empresas. Semana passada, os diretores do Sindicato dos Jornalistas de SC realizaram consulta às principais redações de Florianópolis, Blumenau e Joinville para apresentar a contraproposta dos patrões.

As negociações dos jornalistas gaúchos também não foram finalizadas, mas na primeira reunião que ocorreu no dia 23/6 os patrões deram sinalização positiva para a reposição da inflação acumulada no período, de 8,76%. A data-base dos profissionais do Rio Grande do Sul é 1º junho. Os jornalistas lutam por ganho real 4% mais a inflação do período. Outros pleitos da categoria são a unificação do piso da capital e interior, 180 dias de licença maternidade, vale-cultura, vale-refeição e licença para profissionais que estudam mestrado e doutorado.

Em Minas Gerais, os jornalistas de jornal e revista do interior finalizaram as negociações com a reposição inflacionária de 8,42%. As negociações de impressos da capital estão paradas. Segundo Kerisson Lopes, presidente do Sindicato de Minas Gerais, a reposição é ponto central para os jornalistas do estado. “A bandeira do índice inflacionário será seguida por nós. Essa é um ponto central da dificuldades das negociações de jornal e revista da capital, bem como de rádio e TV do interior e capital”, aponta.

Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro, os jornalistas de rádio e TV também aprovaram um reajuste de 7,13%, relativo à inflação do período da data-base desse segmento, referente a 1o de fevereiro. No entanto, o reajuste poderá ser parcelado em até quatro vezes, dependendo do número de profissionais empregados na empresa. O problema da negociação do município foi o piso salarial. A categoria aprovou valores abaixo do previsto em lei estadual, R$ 2.432,72 (confira mais informações aqui). 

Segundo Paula Máiran, presidente do Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro, as negociações têm sido marcadas por uma correlação desigual de forças. “Além de enfrentarmos o poder de um grupo econômico com as Organizações Globo, estamos enfrentando práticas antissindicais que têm levado a um resultado viciado e que nesse sentido a campanha acabou virando uma campanha de crise, com um debate que divide a categoria. Por isso, o fim das negociações depende de um avanço no debate. O que está em pauta é um direito valioso conquistado pelos jornalistas do Rio, que é a fixação do piso salarial por meio de Lei, que os patrões querem rebaixar em até mil reais. Nós entendemos que não dá para admitir rasgar direitos já conquistados”, afirma Máiran.

E no DF

Enquanto isso, no DF as empresas afirmam que não podem chegar à reposição no reajuste salarial. “Enquanto outros estados garantem a reposição da inflação e até mesmo com ganho real, em Brasília as empresas insistem em não oferecer a reposição e tentam pressionar os trabalhadores com uma ameaça de paralisação nas negociações. Os trabalhadores não podem cair no jogo das direções dos veículos”, afirma Jonas Valente, coordenador-geral do SJPDF.

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