O Sindicato dos Jornalistas convida a categoria para nova assembleia da Campanha Salarial 2015 nesta terça-feira, 23/6, em dois turnos (13h e 19h), no auditório da entidade (SIG, Qd. 2, Ed. City Offices, logo após o Correio Braziliense). Os dois turnos são uma tentativa de permitir a participação de mais colegas.
A assembleia foi um pedido de jornalistas da Globo. A diretoria do SJPDF foi chamada duas vezes a ir à redação conversar com os colegas sobre a Campanha Salarial. Entre 3 e 8 de junho, foi feita a última consulta às redações, que terminou com a rejeição da oferta patronal e uma nova contraproposta dos trabalhadores.
No dia 15, houve mesa de negociação com as empresas na qual elas informaram que somente rejeitaram a pauta laboral sem apresentar contraproposta e marcaram nova reunião para o dia 26/6, 11 dias depois. Na ocasião, diretores do SJPDF colocaram na mesa pleito apresentado por jornalistas da Globo de fazer um exercício a partir do índice no reajuste salarial. Os representantes das empresas voltaram a alegar dificuldade para chegar na reposição inflacionária.
No dia 17, diretores do SJPDF estiveram na redação da Globo. Colegas cobraram uma nova proposta dos trabalhadores com o índice inflacionário (INPC de 8,42% no caso da data-base dos jornalistas do DF, que é 1o de abril). Diretores explicaram que a proposta laboral havia sido entregue depois de consulta com cerca de 300 votos da categoria e que as empresas não haviam respondido com nova contraproposta, o que deveria ocorrer na próxima reunião marcada para o dia 26/6. Colegas da redação cobraram nova assembleia antes da reunião do dia 26, que foi marcada para esta terça-feira.
Negociação difícil
A pauta dos trabalhadores foi protocolada na segunda quinzena de fevereiro. Na ocasião, a diretoria do SJPDF já alertava para a estratégia das empresas de segurar a negociação para pressionar os trabalhadores a fechar o acordo conforme o processo fosse se estendendo. A primeira reunião foi feita somente um mês depois, no meio de março e a quinze dias da data-base. Na pauta patronal, proposta de reajuste muito abaixo da inflação e um pacote de maldades que previa o fim do retroativo (pagamento do reajuste somente a partir da assinatura da Convenção), parcelamento do reajuste e aumento proporcional para quem foi admitido após 1o de abril de 2014.
Os primeiros meses foram marcados por mesas de negociação na qual as empresas não abriram mão dos pontos centrais de divergência. Somente no fim de maio as empresas apresentaram proposta em duas opções que retirava em parte o pacote de maldades mas mantinha o parcelamento do reajuste ou retirava-o sob a condição de derrubar o PLR (conhecido como abono) para R$ 1.000.
Veja matérias sobre a Campanha Salarial:
http://www.sjpdf.org.br/acoes/campanha-salarial