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Publicado em Sexta, 16 Janeiro 2015 14:58
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A diretoria do Sindicato dos Jornalistas do DF voltou a se reunir, nesta quarta-feira, 14/1, com os gestores do Grupo Comunidade para cobrar, mais uma vez, o pagamento de salários atrasados. Os funcionários da empresa estão sem receber o mês de dezembro e, até o momento, o jornal não efetuou o pagamento da segunda parcela do 13º salário. Depósitos fundiários e contribuições previdenciárias também não foram quitados.

Desde agosto de 2012, a empresa comete irregularidades e já foi alvo de várias reclamações trabalhistas. Termos de Ajuste de Condutas (TACs) e acordos judiciais também fazem parte do histórico de cobranças junto à empresa.


Em outubro de 2014, o Sindicato ajuizou ação que garantiu acordo judicial que prever a quitação de quatro meses de salários dos jornalistas e assegura o pagamento de multa por atraso de 4% ao mês e um 14º salário a título de indenização por danos morais, que deverá ser pago até junho de 2015. O acordo tem sido cumprido pela empresa, no entanto, novas irregularidades por parte do Comunidade já marcam o início do ano de 2015.

Na reunião, os diretores do jornal não deram previsão de data nem para o pagamento de dezembro nem para o recebimento da 2ª parcela do 13º salário. Sobre os contracheques dos funcionários, a empresa se comprometeu a fornecê-los até hoje, 16/1.

A primeira providência do setor jurídico do Sindicato será informar a Justiça do Trabalho que o veículo novamente atrasou parcelas de salários e pedirá incidência das multas. Outras ações serão discutidas pela diretoria e divulgadas posteriormente.

Atuação do Sindicato

A atuação do Sindicato dos Jornalistas em relação ao caso do Comunidade sempre foi realizada de forma proativa. Entre as ações feitas pela diretoria estão: a apresentação de denúncias junto à Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE-DF) e ao Ministério Público do Trabalho do DF (com participação de mesas de negociação neste órgão); a realização de atos em frente ao veículo e o ajuizamento de ações na Justiça do Trabalho.
Novas ações foram ajuizadas em setembro. Uma delas cobrando o pagamento dos salários atrasados e da multa, que resultou no acordo acima firmado. A outra para reconhecer o direito daqueles trabalhadores que queriam sair da empresa à rescisão indireta (método que garante todas as verbas rescisórias aos funcionários como se eles estivessem sido demitido pela instituição) e para liberar um alvará para os empregados que foram demitidos se habilitarem no seguro desemprego, já que o veículo tem feio o desligamento dos funcionários e não emitido as guias para eles receberem esse benefício.

Caso Comunidade
Nos últimos três anos, os trabalhadores do Grupo Comunidade têm enfrentado diversas irregularidades, sendo a principal delas, os atrasos salariais. A ausência de recolhimentos do FGTS e do INSS, a falta de pagamento das férias e do plano de saúde, o descumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho, em especial o que diz respeito ao pagamento do salário em dia, entre outros motivos, levaram o setor jurídico do SJPDF entrar com diversas ações contra a empresa.

Em 2012, a diretoria do SJPDF conseguiu bloquear 600 mil reais na Justiça do Trabalho para o pagamento de salários dos funcionários. O sindicato também provocou um Termo de Ajustamento de Conduta com o Ministério Público do Trabalho do DF (MPT-DF) que estipulava o cumprimento por parte do Comunidade cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho, em especial a que diz respeito ao pagamento do salário em dia.
Em 2013 a empresa voltou a atrasar salários e pagar férias atrasadas. A situação de irregularidades dentro do Grupo Comunidade perdurou durante o ano passado. Neste ano, as irregularidades continuaram; O SJPDF participou de diversas audiências no MPT-DF e impetrou outras ações contra a empresa. Ação positiva do Sindicato ajuizada em outubro de 2014 garantiu acordo judicial que obriga o veículo quitar quatro salários atrasados, pagar multas por atrasos e pagar, até junho de 2015, um 14º salário a título de indenização por danos morais. Mesmo depois disso, o jornal voltou a atrasar os salários dos funcionários.

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