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Publicado em Quinta, 06 Novembro 2014 17:36
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Nesta sexta-feira, 7/11, trabalhadores da EBC promoverão dia de mobilização que terá os objetivos de marcar o “aniversário” de um ano do início da greve de 2013 e de debater, em assembleia nacional, o impasse na revisão do plano de carreiras, o não cumprimento de algumas Cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho e a situação dos compromissos assumidos pela direção da empresa para o fechamento das negociações do encerramento da greve.

Serão realizadas diversas atividades nas praças da empresa (Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro e Maranhão). Na assembleia, serão debatidas as estratégias de mobilização para pressionar a empresa a atender às demandas dos empregados, entre elas a proposta apresentada na última assembleia dos trabalhadores (22/10) de uma paralisação nacional dos empregados. 

Durante a greve de 2013, os empregados lutaram por maiores salários e benefícios, pela não retirada de direitos do Acordo Coletivo de Trabalho e por avanços nas condições de trabalho. Uma proposta apresentada pela empresa foi aprovada após 15 dias de paralisação. Tão importante quanto as cláusulas conquistadas para o novo acordo, foram os compromissos assumidos pela direção da EBC.

No entanto, passado um ano da greve, os trabalhadores enfrentam dificuldades tanto no que diz respeito ao cumprimento das cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho quanto em relação aos compromissos assumidos pela empresa. Um manifesto será distribuído a trabalhadores, gestores e autoridades. 

CONFIRA AQUI O MANIFESTO DOS TRABALHADORES

Plano de Carreiras

Além dos compromissos da greve, os trabalhadores irão discutir a revisão do Plano de Carreiras da empresa. Eles reivindicam diversas mudanças (ver abaixo), tendo como pleito central a melhoria da tabela salarial com o aumento dos pisos de R$ 3.413 para R$ 6.100, no nível superior, e de R$ 2.040 para R$ 3.400, no nível médio. 

Um Grupo de Convergência também foi instituído para sistematizar contribuições dos trabalhadores ao novo plano e elaborar um relatório com recomendações à Diretoria Executiva. Ele é formado por representantes da empresa e das entidades representativas dos trabalhadores. Ele tinha previsão de finalizar seu trabalho no início do outubro. No entanto, poucos encontros ocorreram, os debates avançam muito lentamente e o trabalho chegou apenas à lista de cargos e às descrições destes. 

Principais reivindicações dos trabalhadores

Número de níveis

Os empregados destacam que a proposta deve reduzir os níveis das carreiras (hoje por volta de 40, para 20 níveis). Se isso não ocorrer, o empregado terá que trabalhar mais de 100 anos para chegar ao topo da carreira. 

Promoção por tempo de serviço e por mérito

Os trabalhadores também apontam que o tempo de atuação do empregado na empresa deve ser o elemento central para a evolução na carreira e propõem que o empregado receba uma referência a cada dois anos. A promoção por mérito não deixaria de existir, mas serviria como complemento e poderia fazer com que a pessoa chegasse mais rapidamente ao topo. Hoje, do total de recursos destinados às promoções, apenas 5% são para a evolução por tempo de serviço e 95% para os casos por mérito.

Respeito à legislação 

O respeito à legislação e aos requisitos de acesso às profissões também são reivindicados pelos trabalhadores. Outra questão questionada pelos empregados é a que obrigatoriedade do diploma para a trajetória dos jornalistas, por exemplo, esteja prevista no plano.

Funções e atividades

Eles também reivindicam que a evolução na carreira não seja vinculada obrigatoriamente a mudanças nas atividades realizadas. Um jornalista que quiser ficar em uma determinada atividade, como repórter, deve poder ficar sua carreira nela e conseguir chegar ao topo da carreira. O mesmo vale para um radialista que queira ser, por exemplo, câmera de estúdio. Mas também deve ser assegurado que as pessoas possam evoluir para atividades mais complexas dentro de um mesmo cargo. Outra reivindicação é que as atividades previstas no novo plano não levem a desvio de função.   

Funções técnicas

Outra reivindicação dos trabalhadores é a proposta de criação de funções técnicas. Elas seriam remunerações adicionais para atividades de maior complexidade e responsabilidade. 

Gratificação

O reconhecimento da titulação do empregado deve fazer parte do plano e lhe render gratificação por qualificação. A diferenciação de remuneração com base nas complexidades e responsabilidades das diferentes funções técnicas assumidas pelos trabalhadores é mais um item citado no documento.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom

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