A campanha desenvolvida pelo Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo (SJ-SP), o #SomosTodosCulpados, promoverá um debate sobre a parceria possível entre a imprensa e os direitos humanos. Numa discussão com grandes expoentes do jornalismo, os espectadores poderão acompanhar ainda um manifesto contra a criminalização dos repórteres durante manifestações.
A ação a ser realizada na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) na próxima quarta-feira (15/10) é apenas uma parte de um projeto para despertar a atenção do público diante do alto número de medidas judiciais que incriminam comunicadores. No último fim de semana, por exemplo, um protesto no interior paulista motivou a colagem de cartazes de pessoas usando tapa-olhos.
O ato faz uma referência à medida judicial que responsabilizou o fotógrafo Alexandro da Silveira pela perda do olho após ser atingido por um tiro de bala de borracha disparado por um policial.
Além de Alex, o debate contará com a presença do repórter fotográfico Sérgio Silva, que também foi ferido durante um protesto em 2013, além da fotojornalista Marlene Bergamo e de Laura Capriglione, da Ponte Jornalismo. Rafael Custódio, representante da organização não governamental Conectas, e o defensor público Rafael Lessa V. de Sá Menezes, figuram entre os convidados do evento. Em pauta, estarão os tópicos que envolvem a criminalização da cobertura jornalística durante protestos populares. “Direitos Humanos e Jornalismo: uma parceria possível” será realizado na próxima quarta-feira (15/10), às 19h40. O evento conta com o apoio do Centro Acadêmico de Relações Internacionais da PUC e da Ponte Jornalismo.
Serviço: “Debate Direitos Humanos e Jornalismo: uma parceria possível”
Convidados: Alex Silveira, Sérgio Silva, Rafael Lessa V. de Sá Menezes, Rafael Custódio, Laura Capriglione e Marlene Bérgamo.
Data e horário: Próxima quarta-feira (15/10), às 19h40.
Local: PUC - Rua Monte Alegre, 984, Auditório 100-A, Perdizes, São Paulo.
Publicado pelo Portal Imprensa