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Pedro Rafael Vilela*

O seu voto pode ajudar a transformar o país de verdade. Não, não se tratam das eleições. Nossa ainda frágil democracia pede mais. É preciso democratizar o poder. Para isso, o grande desafio consiste em redesenhar as engrenagens que definem quem manda e quem obedece. No sistema político brasileiro atual, quem manda tem nome, tem sigla. O $poder econômico$ capturou nossa democracia, submeteu-a, condicionou-a em um jogo onde a minoria da minoria sempre ganha; centenas de milhões quase sempre perdem. Como um verdadeiro cracker de internet, penetrou no sistema, transformou a democracia num holograma.

Mudar as regras do jogo para recolocar a maioria no poder, de fato. É preciso romper com a lógica que garante 70% das vagas no Congresso Nacional para representantes de latifundiários e empresários, quando a maioria da população é de trabalhadores e camponeses. O que dizer, então, quando apenas 9% das mulheres têm representação no Legislativo, quando elas são mais da metade (52%) da população total desse país? Os jovens, que tanto clamaram por mudanças nas jornadas de junho em 2013, gritando “esse Congresso não me representa!”, estão cobertos de razão, pois apenas 3% da população entre 16 e 35 anos estão no poder, mesmo sendo 40% do eleitorado.

A população negra, que também é metade da nossa demografia, não ocupa mais que 8% das vagas no Legislativo. A representação dos indígenas e dos camponeses é quase inexistente. Para vencer uma eleição no Brasil, não adianta ter boas propostas. É preciso dinheiro. Muito dinheiro. Apenas três empresas (Ambev, OAS e Friboi) estão financiando as principais candidaturas à Presidência da República em 2014. Uma eleição para deputado federal não custa menos de R$ 1 milhão de reais. Para governador, multiplique esse valor por 10. Quem financia, cobra. Quem cobra é porque manda.

Diante desse cenário, mais de 400 movimentos sociais e organizações da sociedade civil realizam a Semana Nacional de Luta por Reforma Política Democrática, de 1 a 7 de setembro. O Sindicato dos Jornalistas e centenas de outras entidades dos trabalhadores apoiam essa luta, por entenderem a reforma política como causa justa e urgente do país. O SJPDF instalou uma urna na sede da entidade e os profissionais de imprensa podem votar nela. Por meio do Plebiscito Popular da Constituinte do Sistema Político, queremos recolher milhões de votos a favor da instalação de uma assembleia constituinte que se ocupe, de forma exclusiva, em realizar a reforma política que o Brasil precisa para democratizar as relações de poder. São mais de 1.500 comitês no país, milhares de locais de votação. Deposite seu voto na urna, diga SIM à reforma do sistema político.

Conheça a campanha: http://www.plebiscitoconstituinte.org.br/

Mude as regras: http://mudarojogo.org/

Saiba onde votar: www.plebiscitoconstituinte.org.br/urnas  

Vote pela internet: http://bit.ly/VoteConstituinte

*secretário-executivo do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) e diretor do Sindicato dos Jornalistas do DF

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