Notícias
Publicado em Segunda, 14 Julho 2014 19:00
PLG_ITPSOCIALBUTTONS_SUBMITPLG_ITPSOCIALBUTTONS_SUBMITPLG_ITPSOCIALBUTTONS_SUBMITPLG_ITPSOCIALBUTTONS_SUBMIT

O SJPDF assinou nota junto com outros sindicatos de jornalistas e radialistas que atuam na EBC (do DF, SP e RJ) sobre a prisão arbitrária de ativistas e comunicadores antes da final da Copa e do protesto no Rio. Entre eles uma colega da Empresa Brasil de Comunicação, Joseane Freitas.

Veja a íntegra da nota:
.:::Nota de repúdio às prisões arbitrárias feitas na véspera da final da Copa do Mundo

Na véspera da final da Copa do Mundo, fomos surpreendidos pela notícia de que a justiça havia expedido 26 mandados de prisão contra professores, jornalistas, radialistas, midiativistas, entre outras categorias profissionais, além de mandados de apreensão de dois adolescentes. Eles estão sendo indiciados por formação de quadrilha armada, mas na verdade o verdadeiro motivo das prisões foi a participação em manifestações de rua e a articulação de novos protestos para os próximos dias. Ficamos ainda mais indignados ao saber que, entre os presos políticos da vez, está nossa colega Joseane Freitas, radialista da EBC do Rio de Janeiro. Ela e os demais serão encaminhados ao Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu. Diante de uma situação como essa, não se posicionar é sinal de conivência com as arbitrariedades cometidas. Por isso, exigimos que a Empresa Brasil de Comunicação preste todo o apoio necessário à sua funcionária e também à família dela. De nossa parte, Jose pode contar com toda a solidariedade e apoio. Esperamos que ela possa estar de volta ao nosso convívio no menor tempo possível.
Desde junho do ano passado, a participação em protestos de rua tem motivado uma série de prisões arbitrárias em todo o país. Mais uma vez, nessa espécie de AI-5 padrão FIFA em que estamos vivendo, o direito a livre manifestação é violado, o que consideramos extremamente grave. O Estado democrático de direito está ameaçado. O que vivemos é um verdadeiro estado de exceção.

Todo o processo de preparação das cidades brasileiras para sediar a Copa do Mundo foi marcado por violações dos direitos humanos mais básicos, com direito a remoções forçadas, prisões arbitrárias, violência policial e todo tipo de ataque à liberdade de expressão e manifestação. Nós, como funcionários de uma empresa de comunicação pública, consideramos este um cenário absurdo. Esperamos que nossos veículos cumpram o papel que caberia a qualquer meio de comunicação, mas ainda mais a nossos canais públicos, de informar com seriedade e transparência sobre as arbitrariedades e falsidades que tentam forjar neste caso ao transformar manifestantes em perigosos bandidos e históricos objetos de luta, como jornais e panfletos , e mais recentemente de proteção, como máscaras antigás, em "provas do crime". O empenho em cobrir o caso em profundidade deve se tornar ainda mais latente quando temos uma colega envolvida. Se estivesse livre, certamente estaria fazendo coro conosco, defensora que é do papel público de nossos veículos e de uma sociedade mais justa. Arbitrariedades como essa vão na contramão da democracia, consolidada no Brasil às custas do sangue de muitos que tombaram em tempos de triste memória da História recente do país.

Comissão de Empregados da EBC e Sindicatos dos Jornalistas e Radialistas do RJ, DF e SP

Receber notícias

Acesse o Site