Profissionais das principais redações do DF participaram, durante toda esta quinta-feira (10/7), do “Dia de Mobilização dos Jornalistas do DF”. Aprovada em assembleia da categoria, a iniciativa teve o objetivo de pressionar as empresas a avançarem nas propostas apresentadas na negociação da Convenção Coletiva de Trabalho 2014/2016 dos jornalistas do DF. Os jornalistas lutam por ganho real nos salários e no piso, por um aumento maior na Participação dos Lucros e Resultados e por mais direitos.
Nas visitas às redações, os diretores do Sindicato dos Jornalistas do DF deram informes sobre o estado da negociação, destacaram a importância da participação dos jornalistas na ação, distribuíram materiais, dirimiram dúvidas e tiraram fotos em apoio à Campanha Salarial 2014. Os jornalistas também puderam enviar depoimentos e fotos em apoio à mobilização, que foram divulgados nos canais de comunicação da entidade.
Um dos depoimentos encaminhados foi de Bia Barbosa, jornalista e membro da Comissão Nacional de Ética da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj). Segundo ela, “a intransigência dos donos da mídia trava o processo de negociação com os trabalhadores/as da comunicação. A busca pela manutenção dos altos lucros é colocada acima da necessária melhoria na remuneração e nas condições de trabalho dos/as jornalistas. Quem perde com isso não é apenas o profissional da imprensa, mas a sociedade como um todo, já tão carente de uma mídia plural e diversa”.
Defesa da Categoria
Na semana passada, a categoria rejeitou mais uma vez a oferta dos patrões, marcada principalmente pela reposição da inflação. Os jornalistas reivindicam reajuste nos salários e no piso acima da inflação, Participação nos Lucros e Resultados maior, medidas de segurança e melhores condições de trabalho (Confira mais sobre a negociação aqui).
Os profissionais defendem avanço maior na proposta das empresas, que em todas as mesas de negociação deixaram claro que não concederiam ganho real. Estados como Sergipe e Goiás fecharam seus acordos com ganho real de 1,5% e 1%, respectivamente. O Rio de Janeiro está disposto a dar tíquete-alimentação de R$ 377.
Leonor Costa, coordenadora-geral do SJPDF, afirma que será necessário avançar. “A adesão dos jornalistas à mobilização foi grande isso mostra que as empresas precisam apresentar algo melhor na mesa de negociação”, apontou.
“O Sindicato deve dialogar com as empresas nos próximos dias. A expectativa é que os patrões apresentem avanços em relação à última proposta. A mobilização do dia de hoje foi fundamental pra pressionar neste sentido”, completou Jonas Valente, coordenador-geral do SJPDF.
Proposta dos Patrões
Confira a proposta da categoria e a contraproposta dos patrões que serão levadas à consulta
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Proposta da Categoria |
Proposta dos Patrões |
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Reajuste salarial |
7,62 (2% de ganho real) |
5,62% (para mídias eletrônica e impressa) |
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Participação nos Lucros e Resultados (PLR) |
50% da remuneração com teto de R$ 2.500 e piso de R$ 1.700 |
35% do salário-base de 5 horas, com teto de R$ 2.500 e piso de R$ 1.500 |
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Auxílio-alimentação |
Aumento de 8,3% com o valor mínimo de R$ 15 por dia |
Valor de 190 por mês, o que corresponde a R$ 7,91 por dia, sem fornecimento nos períodos de férias e afastamentos |
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Piso Salarial |
R$ 2.150 |
R$ 2.060 (aumento de 5,64%) |
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Segurança |
Obrigação de fornecer equipamentos e treinamento de direito de se retirar de cobertura perigosa |
Criação de comissão paritária para propor medidas de segurança |
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Equipamento fotográfico |
Adicional de 30% com especificações de mínimo para o equipamento |
Estabelecimento de modelos de equipamentos com percentuais diferenciados |
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Horas-extras |
Adicional de 100% e compensação de 2 pra 1 hora-extra trabalhada |
Adicional de 70% (duas primeiras), 65% (demais horas) e 100% (dias de descanso) com compensação de 1 pra 1. |