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Publicado em Quarta, 25 Junho 2014 17:52
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Assembleia realizada nesta terça-feira, 24/6, reprovou a proposta que as empresas apresentaram como a "última" da negociação. Foi elaborada uma nova contraproposta que será submetida à apreciação da categoria em consulta marcada para a próxima semana. Também foi aprovada a realização de um dia de mobilização, que ocorrerá em 8/7. A ideia é pressionar os patrões pelo avanço em relação à oferta feita, mesmo frente à afirmativa que não haveria mais melhorias além do que foi colocado na mesa de negociação.

A proposta das empresas rejeitada na assembleia prevê reajuste de 5,62% (relativo ao índice da inflação). No piso da categoria, os patrões apresentaram índice praticamente igual (5,84%), chegando a R$ 2.060. No PLR, os empregadores oferecem teto de R$ 2.500 e piso de R$ 1.500, mas mantêm o benefício em 35% do salário-base (o relativo às 5 horas diárias). Para as medidas de segurança, a proposta patronal coloca a criação de uma comissão paritária para discutir ações na área. "Houve melhorias, mas as empresas seguem sem garantir o ganho real nos salários e no piso. Até em itens que supostamente já estão sendo praticados, como a garantia dos equipamentos de proteção, há a recusa de inclusão na Convenção", diz Leonor Costa, coordenadora-geral do Sindicato dos Jornalistas.

VEJA A PAUTA PATRONAL AQUI

Para dar continuidade às negociações, a assembleia produziu uma nova contraproposta. O reajuste salarial reivindicado ficou em 7,62% (o pleito anterior era 8,5%), o que corresponde a 2% de ganho real. O aumento do piso foi estipulado em R$ 2.150, enquanto na pauta anterior era de R$ 2.170. Na Participação nos Lucros e Resultados, a contraproposta dos trabalhadores acatou o teto de R$ 2.500 e definiu o piso em R$ 1.700 (contra R$ 1.800 na versão anterior da pauta), mantendo o benefício em 50% da remuneração. "As empresas afirmaram ter chegado ao limite mas consideramos que é possível e necessário avançar. Por isso a assembleia elaborou uma contraproposta", explica Wanderlei Pozzembom, coordenador-geral do SJDPF.

Mobilização

Frente ao impasse na negociação da Campanha Salarial de 2014, visto que os patrões não avançaram nos principais itens de interesse da categoria (ganho real, PLR e piso), a assembleia aprovou um dia de mobilização. A data escolhida foi 8 de julho. No dia, o chamado é para os profissionais se vestirem de preto e mostrarem a sua indignação tirando fotos com materiais de divulgação da Campanha (que serão distribuídos nas redações) e postando em seus perfis, bem como na página do SJPDF no Facebook. Também serão produzidos posts divulgando as reivindicações dos jornalistas para serem compartilhados pelos profissionais.

Segundo Jonas Valente, a ideia é fazer um esforço concentrado nas principais redações do DF. “Neste dia iremos passar nas redações, explicar a importância do engajamento dos colegas na mobilização e contribuir para dar visibilidade à luta dos jornalistas do DF. O preto irá simbolizar o luto pela postura das empresas de se recusarem a avançar para além do que já foi apresentado”, afirma Valente.

Confira a proposta da categoria e a contraproposta dos patrões que serão levadas à consulta.

 

Proposta da Categoria

Proposta dos Patrões

Reajuste salarial

7,62 (2% de ganho real)

5,62% (para mídias eletrônica e impressa)

Participação nos Lucros e Resultados (PLR)

50% da remuneração com teto de R$ 2.500 e piso de R$ 1.700

35% do salário-base de 5 horas, com teto de R$ 2.500 e piso de R$ 1.500

Auxílio-alimentação

Aumento de 8,3% com o valor mínimo de R$ 15 por dia

Valor de 190 por mês, o que corresponde a R$ 7,91 por dia, sem fornecimento nos períodos de férias e afastamentos

Piso Salarial

R$ 2.150

R$ 2.060 (aumento de 5,64%)

Segurança

Obrigação de fornecer equipamentos e treinamento de direito de se retirar de cobertura perigosa

Criação de comissão paritária para propor medidas de segurança

Equipamento fotográfico

Adicional de 30% com especificações de mínimo para o equipamento

Estabelecimento de modelos de equipamentos com percentuais diferenciados

 Horas-extras

Adicional de 100% e compensação de 2 pra 1 hora-extra trabalhada

Adicional de 70% (duas primeiras), 65% (demais horas) e 100% (dias de descanso) com compensação de 1 pra 1.

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