A diretoria do Sindicato dos Jornalistas do DF convocou assembleia para analisar a nova proposta das empresas para a negociação da Convenção Coletiva 2014/2016. Ela está marcada para o dia 24/6, às 12h30, no auditório da entidade (SIG, Qd. 2. Ed. City Offices Carlos Castelo Branco). Os jornalistas vão avaliar o que os patrões chamam de “última” oferta, apresentada na rodada da negociação realizada nesta semana, no dia 18/6.
As empresas desistiram do reajuste diferenciado para mídias impressa e eletrônica, mas limitam o aumento ao índice da inflação (5,82%). No piso, apresentam índice praticamente igual (5,84%). No PLR, oferecem R$ 2.500 no teto e R$ 1.500 no piso, mas matêm o benefício em 35% do salário-base (aquele relativo às 5 horas diárias). Para as medidas de segurança, a proposta patronal prevê a criação de uma comissão paritária para discutir ações na área.
Os patrões mantiveram propostas apresentadas em rodadas anteriores e que avançam, ainda que parcialmente, no que está previsto na atual Convenção Coletiva de Trabalho. A licença-paternidade passaria de cinco para sete dias. Outro item de destaque é o auxílio-creche, que iria de R$ 339 (valor da última Convenção Coletiva) para R$ 380. O seguro de vida teria um reajuste de 5,62%. Os jornalistas receberiam o valor de R$ 11.935 para cobertura de morte acidental e de R$ 7.161 para cobertura de morte natural ou invalidez permanente, inclusive em viagem.
Reivindicações dos jornalistas
A última versão da pauta dos jornalistas traz a reivindicação de reajuste de 8,5%, piso de R$ 2.170 e PLR de 50% da remuneração (o total que o profissional recebe), com teto de R$ 2.400 e piso de R$ 1.800. No auxílio-alimentação, o pleito é reajuste de 8,3% com valor mínimo de R$ 15. Um dos pontos de destaque da pauta é a cláusula que trata de medidas de segurança. Segundo ela, as empresas teriam que garantir um conjunto de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), treinamento para operá-los e para coberturas em situação de risco e o direito do profissional se ausentar se identificar perigo.
Na avaliação da diretoria do Sindicato dos Jornalistas, a proposta patronal ainda é limitada, mas esta é uma avaliação que deve ser feita pelo conjunto da categoria. “Achamos que os patrões devem avançar mais. Mas a decisão é dos jornalistas. Por isso é importante a participação de todos na assembleia marcada para o dia 24”, destaca Wanderlei Pozzembom, coordenador-geral do Sindicato dos Jornalistas.
Confira a proposta da categoria e a contraproposta dos patrões que serão levadas à consulta.
|
Proposta da Categoria |
Proposta dos Patrões |
|
|
Reajuste salarial |
8,5% |
5,62% (para mídias eletrônica e impressa) |
|
Participação nos Lucros e Resultados (PLR) |
50% da remuneração com teto de R$ 2.400 e piso de R$ 1.800 |
35% do salário-base de 5 horas, com teto de R$ 2.500 e piso de R$ 1.500 |
|
Auxílio-alimentação |
Aumento de 8,3% com o valor mínimo de R$ 15 por dia |
Valor de 190 por mês, o que corresponde a R$ 7,91 por dia, sem fornecimento nos períodos de férias e afastamentos |
|
Piso Salarial |
R$ 2.170 |
R$ 2.060 (aumento de 5,64%) |
|
Segurança |
Obrigação de fornecer equipamentos e treinamento de direito de se retirar de cobertura perigosa |
Criação de comissão paritária para propor medidas de segurança |
|
Equipamento fotográfico |
Adicional de 30% com especificações de mínimo para o equipamento |
Estabelecimento de modelos de equipamentos com percentuais diferenciados |
|
Horas-extras |
Adicional de 100% e compensação de 2 pra 1 hora-extra trabalhada |
Adicional de 70% (duas primeiras), 65% (demais horas) e 100% (dias de descanso) com compensação de 1 pra 1.
|