Assim como as trabalhadoras e os trabalhadores de Chicago, nos EUA, que em 1886 foram às ruas por melhores condições de trabalho e foram duramente reprimidos, colocando esta data como o dia histórico de luta dos trabalhadores, o 1º de Maio, Dia Internacional do Trabalhador, deve ser também o momento para os jornalistas refletirem sobre seu papel na sociedade e, em conjunto com outros setores da classe trabalhadora, agirem em defesa de seus direitos e contra a exploração dos patrões.
O 1º de Maio é um dia de luta de todos os trabalhadores pela defesa por melhores condições de trabalho, de salário e contra qualquer tipo de assédio, inclusive dos jornalistas. Assim como outras categorias, o jornalista também tem a sua força de trabalho exploradapara dar cada vez mais lucro aos patrões e movimentar os grandes conglomerados de comunicação.
Igual a todo trabalhador, o jornalista sofre as mazelas da relação capital x trabalho, como baixossalários, assédio moral e sexual das chefias, cargas extenuantes de trabalho, acúmulos e desvios de função e é acometido por doenças em decorrência do excesso de trabalho e do ambiente estafante/estressante ao qual está sempre submetido. Assim como todo trabalhador, o jornalista também corre riscos no exercício de sua profissão, como agressões e situações que podem até levar à morte. Igual a todos os trabalhadores, o jornalista tem seus direitos desrespeitados e diminuído durante toda a sua vida profissional e até mesmo ao se aposentar.
Mas, mais que refletir sobre os problemas enfrentados pelo trabalhador, o dia 1º de Maio também é o momento de expressar o poder de mobilização dos trabalhadores para a luta por melhores condições de vida e contra todas as formas de exploração. É dia delembrar que essa luta é feita diariamente por trabalhadores e pelo sindicato. Lembrar do amplo movimento por direitos que resultou na greve da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Lembrar da articulação e mobilização dos jornalistas da imagem pela aprovação de uma lei que garante a aposentadoria especial para estes profissionais. Da luta que resultou na unificação do piso salarial nas empresas de comunicação privada, que vem acabando com a precarização nas redações da cidade, que conseguiu vitórias no cumprimento da jornada de 5 horas em várias assessorias de imprensa no DF.
Assim, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do DF celebra o 1º de Maio, Dia Internacional do Trabalhador, como dia de luta de todos os jornalistas. E reforça a necessidade de cada jornalista somar forças ao sindicato pela luta permanente por mais direitos e conquistas.
Nosso Sindicato, nossa luta. Para avançar nas conquistas!
Direção do SJPDF