Nesta terça-feira, 11/2, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do DF (SJPDF) oficiou as empresas de comunicação da cidade para que elas obedeçam uma lista de critérios que garantam a segurança dos jornalistas. A decisão da diretoria ocorreu devido a grande onda de violência enfrentada pelos profissionais da imprensa, em especial, durante a cobertura dos protestos – que mostram tendência a se tornarem mais intensas e violentas no decorrer de 2014 (ano da realização da Copa do Mundo).
As agressões são motivo de preocupação das entidades que defendem os direitos da categoria e a morte do repórter cinematográfico Santiago Ilídio Andrade, durante a manifestação no Rio de Janeiro (RJ), reforça mais ainda a necessidade da aplicação de medidas preventivas.
O SJPDF destaca que a falta da utilização de material de segurança por parte das empresas de comunicação e ausência de políticas públicas desenvolvidas pelo Estado aumentam a insegurança enfrentada pelos profissionais.
No ofício enviado às empresas de comunicação, a entidade apresenta uma lista de equipamentos e medidas obrigatórios para a cobertura das manifestações e de outras situações que apresentem algum risco à integridade física do profissional. Confira abaixo
As empresas terão que fornecer aos seus empregados:
Segundo Alan Marques, diretor do SJPDF, a empresa que não fornecer os itens mencionados assumirá a responsabilidade de estar colocando em perigo a vida de seu empregado. “Nesse caso, o SJPDF irá denunciar as organizações ao Ministério Público e ao Ministério do Trabalho e Emprego, com a justificativa de expor a categoria a riscos e não garantir a proteção adequada dos jornalistas”, afirma.
Descaso do GDF
Desde o ano passado, o Sindicato tenta encaminhar junto ao GDF medidas por parte das autoridades para garantir as seguranças dos jornalistas. Em reunião com o secretário de segurança pública do DF Sandro Avelar, a entidade cobrou do governo a criação conjunta de estratégias de segurança para os jornalistas. Até o presente momento, nada foi feito. “Nós reafirmamos nossa posição e iremos continuar agindo em prol da segurança da categoria e atuando junto ao Estado e às empresas para que se responsabilizem pela segurança do jornalista enquanto cidadão e trabalhador”, disse Wanderlei Pozzembom, coordenador-geral do SJPDF.
Foto: Alan Marques