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Publicado em Quarta, 20 Novembro 2013 20:59
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Terminou sem acordo a segunda audiência de conciliação entre a Empresa Brasil de Comunicação e os representantes dos trabalhadores, que ocorreu na tarde de hoje, 20/11, no Tribunal Superior do Trabalho (TST). O maior impasse na negociação se deu devido à compensação dos dias parados.

Cerca de 600 funcionários das sucursais de Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro estão em greve desde o dia 7 de novembro. Até início da tarde de hoje, antes da audiência de conciliação, os principais itens de luta dos trabalhadores era por um aumento real no salário e por manutenção de direitos já adquiridos.

Agora os trabalhadores enfrentam o posicionamento da empresa de cortar o ponto dos funcionários que participam da greve. A EBC propôs a compensação de seis dias com o desconto dos restantes sete dias, em sete  parcelas mensais (um dia de trabalho por mês), a partir de janeiro de 2014.

Outro item de discórdia na tarde de hoje foi em relação ao reajuste do tíquete alimentação. A empresa condicionou o aumento 10,27%, que já havia sido oferecido em proposta rejeitada no dia 12/11, ao não aumento real proposto pelo TST de 0,25 no segundo ano de acordo coletivo.

Segundo Jonas Valente, coordenador geral do SJPDF e funcionário da EBC, ficou claro que a postura da empresa é de quem não quer fechar um acordo. “É um retrocesso em relação ao patamar mínimo que foi garantido aos trabalhadores. Esse desconto será maior do que o aumento que os trabalhadores terão”, ressaltou.

Juliana Nunes, membro da coordenação executiva do SJPDF e funcionária da EBC, diz que é vergonhoso a EBC se posicionar dessa forma. “É terrível uma empresa pública que tem a postura pior do que a mídia privada e inadmissível termos uma posição dessa em um governo de esquerda”, disse consternada.

Dissídio

Os grevistas acompanharam a audiência ao vivo pela internet. No período do intervalo, a maioria dos trabalhadores votou pelo dissídio. Depois de várias tentativas de conciliação, o vice-presidente do TST, ministro Barros Levenhagen, determinou a distribuição do dissídio de greve entre os ministros que compõem a Seção de Dissídio Coletivo (SDC) para segunda-feira, 25/11. O prazo foi dado como última tentativa do ministro para uma negociação entre as partes.

As mobilizações dos trabalhadores irão continuar amanhã e sexta-feira, 22/11, ocorrerá mais uma assembleia para definir os próximos passos da paralisação.

Proposta

Os trabalhadores aceitaram que a extensão do prazo do acordo coletivo para dois anos. Em relação ao reajuste, os funcionários também acolheram a proposta de 5,86% pelo IPCA e mais aumento real de 0,5% neste ano. A partir de 1º de novembro de 2014, haveria um reajuste com base no IPCA integral, mais ganho real de, no mínimo, 0,75%.

A proposta também assegura o reflexo do IPCA nos demais benefícios da categoria e na comissão dos empregados sem reconhecimento de vínculo de emprego. As cláusulas coletivas do acordo já apresentado também foram mantidas.

Foto: Fabio Pozzembom

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