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Publicado em Segunda, 11 Novembro 2013 16:26
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Os empregados da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) decidiram em assembleia realizada no início da tarde de hoje, 14/11, que irão continuar em greve. A paralisação começou na quinta (7/11) e tem a participação de mais de 600 funcionários das praças Brasília (DF), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP). Uma nova reavaliação será feita em assembleia na segunda-feira, às 13h. 

A assembleia aprovou também um reforço da reivindicação de continuidade das negociações junto à direção da empresa. Foi estabelecido como condição a inclusão da assinatura dos sindicatos de DF, RJ e SP no Acordo como condição para fechamento. Hoje o ACT é assinado pela Confederação dos Trabalhadores em Comunicação e Publicidade (Contcop). Outra deliberação foi o envio de uma carta à ministra da Secom, Helena Chagas, cobrando atuação junto ao núcleo do governo, em especial ao Ministério do Planejamento, para a resolução do impasse.

Foi reafirmada a contra-proposta aprovada pelos trabalhadores na quarta-feira. Ela mantém como mínimo a proposta que foi reprovada no dia 12 (reajuste no auxílio alimentação de 10,27%, dois vales extra sendo um em novembro e outro em junho, manutenção das cláusulas que haviam sido vetadas pelo Ministério do Planejamento, manutenção da cláusula sobre acúmulo e desvio de função e compensação das horas paradas).

Mas o reajuste salarial seria de 2,7% em um ano e meio, sendo 1,8% agora e 0,9% em novembro de 2015. A direção da empresa ofereceu 1% dividido em 0,5% em novembro de 2013 e 0,5% em novembro de 2014. A vigência seria de novembro de 2013 a maio de 2015, com mudança da data-base. Também foram incluídas cláusulas sociais prioritárias para avanço, como ocupação dos cargos de chefia por percentual mínimo de empregados concursados do quadro da EBC, cursos de capacitação e adicional de titularidade e pagamento adequado das horas-extras.

Já a direção da empresa não deu resposta até o presente momento à reivindicação de reabertura das negociações. A última posição da empresa foi que a proposta apresentada no dia 12 não poderia ser melhorada. 

"Os trabalhadores seguem mobilizados. Esse é um movimento histórico. Dialogamos com o Ministério do Planejamento hoje. Ouvimos que não seria possível avançar nas cláusulas econômicas. Mas achamos que é hora dos ministros mostrarem que o governo valorizar a comunicação pública", diz Jonas Valente, coordenador-geral do Sindicato dos Jornalistas do DF.

 

 

 

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