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A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) repudiou os episódios de agressão a profissionais de imprensa durante manifestações ocorridas nos últimos dias. O número de ataques estimados pela entidade desde o início dos protestos chega a 96. Manifestantes foram responsáveis por 25 casos e os outros 71, ou 74% do total, causados por policiais ou agentes da Força Nacional.

De acordo nota emitida pela entidade, quatro jornalistas que faziam a cobertura do protesto contra o leilão do campo petrolífero de Libra, no Rio de Janeiro (RJ), foram atacados. A repórter Aline Pacheco, da TV Record, foi atingida por manifestantes com um soco nas costas.

 

O fotógrafo Gustavo Oliveira, da agência britânica Demotix, foi alvo de uma pedrada. O repórter fotográfico Pablo Jacob, de O Globo, e o cinegrafista Marco Mota, da TV Brasil, foram atingidos por balas de borracha disparadas por agentes da Força Nacional. Um veículo da Record foi virado por manifestantes.

 

O repórter fotográfico Pablo Jacob já havia sido agredido por policiais com golpes de cassetetes na terça-feira (15/10) enquanto cobria o protesto de professores em greve. Na última sexta (18/10), ele foi alvo de agressões dos manifestantes quando acompanhava a soltura de pessoas detidas nas manifestações. Além dele, os fotógrafos Carlos Wrede, do O Dia, e Luiz Roberto Lima, do Jornal do Brasil, foram atacados.

 

Em São Paulo, a repórter Tatiana Farah, de O Globo, foi alvo de dois disparos de bala de borracha durante protestos no sábado (19/10), em São Roque (SP), durante a manifestação contra o uso de animais, especialmente cães da raça beagle, em testes farmacológicos. Manifestantes também atearam fogo a dois veículos da TV TEM, afiliada da emissora na região.

 

No dia 15 de outubro, de acordo com informações do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, o repórter fotográfico freelancer Yan Boechat foi vítima de violência policial. Ele alegou ter sido agredido ao tentar registrar o confronto de alguns agentes da PM contra um manifestante. O repórter fotográfico Guilherme Kastner, do Metro News, conseguiu registrar em vídeo o momento em que foi atacado por policiais.

 

A Abraji repudiou todos os atos de violência contra jornalistas e exigiu mais preparo das autoridades para agir de maneira a garantir o direito dos profissionais exercerem seu trabalho. Para a entidade, é inaceitável que o país tenha quase 100 episódios de agressão, hostilidade ou prisão de jornalistas em pouco mais de quatro meses. “Esse índice não é compatível com a democracia e fere o direito de toda a sociedade à informação”, informou o texto.

Portal Imprensa

 

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